“AQUI FACçõES CRIMINOSAS NãO TêM VEZ”, REAGE TAQUES SOBRE VíDEOS DE TORTURA DO COMANDO VERMELHO
13.03.2018

As pichações em muros escolares, os vídeos nas redes sociais com cenas de tortura e em que há determinação de ‘ordem unida’ em obediência ao Comando Vermelho e outras mensagens não significam a instalação de uma facção criminosa em Mato Grosso. Os serviços de inteligência da Secretaria de Estado de Segurança Pública e de Inteligência das Polícias Civil e Militar (PM2) estão atuando para checar a autenticidade dos vídeos e, principalmente, os possíveis ‘cabeças’ do grupo em território mato-grossense.
 
O governador José Pedro Taques (PSDB) assegurou não acreditar que haja tamanha força da facção criminosa. “Desejo dizer de forma objetiva: Mato Grosso não é o Rio de Janeiro. Aqui facções criminosas não têm vez”, disparou ele, após participar do ato de filiação do Doutor Leonardo Albuquerque ao Partido da Solidariedade (SD), no horário de almoço desta terça-feira (13), no Hotel Fazenda Mato Grosso.



Pedro Taques não escondeu uma certa irritação com o questionamento da autoridade do Estado, perante a suposta presença de facções criminosas ameaçando controlar bairros e outras comunidades da Região Metropolitana de Cuiabá. Alguns vídeos mostram espancamentos de quem desobedece às ordens e até adolescentes ajoelhados, dentro de escola, recebendo orientação de quem manda, sob ameaça de punição severa, em caso de desobediência.
 
O governador coloca em dúvida a originalidade do vídeo e mesmo que seja de autoria do Comando Vermelho. “Primeiro vamos checar a veracidade desses vídeos. O secretário de Segurança [Gustavo Garcia] já tomou providência. Todo aparato [de Inteligência] da Secretaria de Estado de Segurança trabalha nisso”, ponderou o chefe do Poder Executivo, sem fixar data.
 
Desde o final do ano passado, os vídeos supostamente produzidos por ordem do Comando Vermelho estão ‘viralizando’ nas redes sociais. Espancamentos, ordens de caráter corretivo e até execuções sumárias estão no rol de imagens produzidas pela principal facção criminosa do Rio de Janeiro.
 
Mesmo diante dos fatos registrados ultimamente, a SESP não reconhece que a ação do Comando Vermelho por falta de provas.

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