AMAM: PROMOTOR FOI “LEVIANO” E TEVE “ATAQUE DE TOLA VAIDADE”
13.03.2018

A Associação Mato-grossense de Magistrados (Amam) emitiu uma nota de repúdio à fala do promotor de Justiça César Danilo Novais, que afirmou que o Ministério Público Estadual (MPE) é superior “moral e intelectualmente” ao Poder Judiciário.

 

A crítica do promotor, que integra o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), foi feita em conversa de um grupo de WhatsApp composto por promotores e procuradores, cujo trecho foi “vazado” à imprensa.

 

Na conversa, César Novais também disse que o Judiciário mato-grossense é “abaixo da média”.

 

“Em verdade, em verdade, a superioridade moral autoatribuída pelo agressivo promotor de Justiça nos parece em descompasso com suas próprias palavras e com o ato de seu colega que fez vazar o diálogo privado, o que acaba sendo algo extremamente lamentável, mesmo que do ponto de vista de uma ética interna corporis bem longe da anunciada superioridade”, diz trecho da nota da Amam, presidida pelo juiz José Arimatéa Neves Costa.

A superioridade moral autoatribuída pelo agressivo promotor de Justiça nos parece em descompasso com suas próprias palavras e com o ato de seu colega que fez vazar o diálogo privado

 

Apesar de o promotor ter justificado que a crítica é antiga e foi dada em um contexto em que o Judiciário estaria reclamando de ter o mesmo tratamento que o MPE, a Amam entendeu que, na verdade, o promotor “falou o que pensa a respeito do Judiciário Mato-grossense e de seus magistrados, ‘….pois a boca fala do que está cheio o coração…’ (Evangelho segundo Mateus, 12:34)”.

 

“Verificando-se, ademais, que de pronto foi aplaudido por seu outro colega Marcelo Linhares, como se observa do print que veio a público, não retirando a gravidade de suas quase insanas palavras a nota pública que fez publicar para imputar responsabilidades àquele que tornou público seu ataque de tola vaidade”.

 

A Amam afirmou que às vezes a natureza humana é marcada por fraquezas intelectuais e morais, “demonstrando estes atos que beiram à insanidade, seja do verborrágico promotor de justiça, seja do seu colega vazador”.

 

“O Ministério Público, tal qual todas as demais Instituições integradas por homens e mulheres, não está distante dessas fraquezas e precisa evoluir para um lugar que esteja pelo menos acima das vaidades e imperfeições inerentes ao ser humano”.

 

“Ataques sorrateiros”

 

De acordo com a associação, os magistrados do Estado lamentaram e ficaram estarrecidos diante dos “ataques sorrateiros e imerecidos” do promotor.

 

Para a entidade, o membro do MPE deveria cumprir a obrigação legal e constitucional, prevista na Lei Orgânica Nacional do Ministério Público, de “zelar pelo prestígio da justiça, por suas prerrogativas e pela dignidade de suas funções”.

 

A Amam destacou que os juízes de Mato Grosso receberam boa avaliação por parte do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

COMENTÁRIOS

*** **  ***


VÍDEOS

      
BUSCA:
© Copyright 2014 A Notícias - Política de Privacidade