TAQUES DIZ QUE ESTá FICANDO “ROUCO” POR TENTAR CONVENCER SEGMENTOS SOBRE APROVAçãO DE FUNDO
14.03.2018

Com quatro pneumonias em seu histórico recente, o governador Pedro Taques (PSDB) voltou a apresentar rouquidão na última semana durante eventos e entrevistas. A indisposição, desta vez, no entanto, não possui relação com o quadro clinico do tucano. Conforme Taques, a insistência para que os setores aceitem a proposta de criação do Fundo de Estabilização Fiscal (FEF) é que tem lhe tirado a voz.



“O secretário de Fazenda, Rogério Gallo, me apresenta hoje isso [o projeto de Lei], mas não faremos nada sem diálogo. Estou rouco de tanto conversar com os segmentos, alguns aceitaram e outros não, mas estamos numa nova rodada de negociação”, disse o governador, em entrevista a um programa de rádio na manhã desta terça-feira (13).

O projeto de Lei, que implica na taxação de benefícios a empreendimentos contemplados por programas de desenvolvimento e isenção fiscal, ainda está em fase de elaboração. Mas segundo o Paiaguás, já será enviado esta semana para a aprovação da Assembleia Legislativa.

Com a criação do fundo, o Governo pretende arrecadar entre R$ 400 e R$ 500 milhões até o final do ano. De acordo com o secretário de Fazenda, Rogério Gallo, o percentual, estimado entre 10% e 15%, ainda é avaliado e deverá ser pago mensalmente, não oferecendo problemas às operações dos contribuintes.

“A receita cresce, é fato, só que os repasses aos Poderes e o aumento da folha de pagamento, crescem mais e mais. Por causa disso, precisamos desse fundo emergencial de estabilização”, justificou Pedro Taques, nesta terça-feira.

Na Casa de Leis, o projeto deve encontrar resistência, visto que a maioria dos deputados já afirmaram não ver clima para votação da pauta neste momento, em face da relação enfraquecida do Governo com todos os Poderes e, principalmente, por conta da objeção à proposta de setores como o comércio e o agronegócio.

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), que esteve com Taques na última segunda-feira (12), é um dos opositores ao FEF. “O que precisa fazer é correr atrás daqueles que não pagam o imposto. É um número bastante grande, levantado pela Secretária de Fazenda. O agro não pode pagar a conta da ineficiência de um sistema, ou do sistema do Estado. As instituições precisam sentar e conversar para saber como impedir isso”.

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