PCS SãO ACUSADOS DE COBRAR R$ 20 MIL PARA "LIBERAR" LADRãO DE CARRO EM CUIABá
16.03.2018

O Ministério Público Estadual (MPE) irá investigar o caso em que três policiais civis vinculados a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP) e que estavam lotados na Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos Automotores (DERFVA) são acusados de cobrar R$ 20 mil de propina. Um inquérito civil foi instaurado para apurar o caso.

De acordo com a portaria publicada na última terça-feira pelo MPE, F.L.S., G.A.F. e A.V.F.S., lotados até então na DERFVA, teriam cobrado R$ 20 mil de propina de E.A. Segundo denúncia da própria vítima a Corregedoria da Polícia Civil, os policiais estiveram em sua residência, num assentamento em Cuiabá, afirmando que o carro que ele portava era produto de roubo.

No caminho para levá-lo a delegacia, os policiais fizeram a proposta para E.A. A vítima contou que pagou R$ 10 mil para os policiais no mesmo dia e foi "intimada" a pagar outros R$ 2 mil num prazo de dois dias.

Porém, ficou constatado que o carro de E.A. não era roubado. Ele então decidiu denunciar os policiais civis à Corregedoria da instituição e ao Ministério Público.

A portaria, assinada pelo promotor de Justiça Reinaldo Rodrigues de Oliveira Filho, dá aos servidores 10 dias para que eles se manifestem sobre os fatos. O MPE também oficiou a Corregedoria da Polícia Judiciária Civil, questionando sobre a existência de procedimentos disciplinares contra os três.

De acordo com a SESP, há um processo administrativo disciplinar contra os servidores. Por conta do caso, eles foram transferidos de unidade.

Caso seja comprovada a prática, os policiais poderão responder por atos de improbidade administrativa. Entre as sanções previstas, está a perda da função pública por parte dos investigadores.

DENÚNCIA CRIMINAL

Uma denúncia criminal contra os três policiais já foi protocolada na 7ª Vara Criminal de Cuiabá. Nesta esfera, os policiais podem ser condenados a prisão.

Na denúncia, há imagens do circuito interna de uma agência bancária, mostrando que a vítima e sua esposa estiveram no local acompanhado dos policiais para retirar o dinheiro da suposta propina. 

"São robustos os elementos carreados no sentido de demonstrar que as vítimas permaneceram sob a custódia durante o período da manha e até o início da tarde, mesmo os denunciados omitindo o fato das vítimas terem adentrado na agência bancária durante o período em que elas estavam sob seus domínios, sob a alegação de que num determinado momento ‘perdeu-as de vista‘. Posto isto nota-se que os indícios de autoria e prova de materialidade estão comprovados nos autos", diz a denúncia.

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