CONFUSãO ENTRE REPRESENTANTES DE EMPRESAS TERMINA NA POLíCIA
19.04.2018

Uma confusão envolvendo as duas empresas que disputam o controle do Hospital Jardim Cuiabá terminou na Polícia na manhã desta quinta-feira (19). O caso aconteceu no estacionamento rotativo que fica anexo à unidade médica.

 

Um carro com os documentos acabou sendo apreendido pelos policiais militares, que foram chamados por uma das partes.

 

A empresa Importadora e Exportadora Jardim Cuiabá Ltda ganhou na Justiça o direito de retomar a administração do Hospital Jardim Cuiabá, que até a meia-noite de hoje é controlado pela empresa Hospital Jardim Cuiabá Ltda.

Consigno por fim que não houve qualquer autorização deste juízo para a utilização de reforço policial, tampouco ordem de arrombamento

 

Conforme a decisão do Tribunal de Justiça, a Importadora e Exportadora está autorizada a assumir a gestão da unidade médica nesta sexta-feira (20).

 

De acordo com a Hospital Jardim Cuiabá, a confusão começou após o sócio da empresa, médico Arilson Arruda, tentar retirar documentos de dentro da unidade médica. Neste momento ele foi impedido por pessoas ligadas à outra parte.

 

Segundo a assessoria do médico, os representantes da parte adversária concluíram que eles estavam levando equipamentos e chamaram a Polícia Militar.

 

Após a confusão, o caso foi levado à Justiça, ainda na tarde de hoje, e o juiz Yale Sabo Mendes, da 7ª Vara Cível de Cuiabá, autorizou que os sócios da Hospital Jardim Cuiabá retirassem os documentos do local, uma vez que o prazo para o término do recolhimento de pertences termina somente amanhã.

 

“Somente os bens corpóreos, dentre eles quaisquer equipamentos/utensílios considerados úteis e necessários para continuidade na prestação dos serviços e atividades hospitalares, estão proibidos de serem retirados do hospital, ou seja, tudo aquilo que for considerado bens particulares da empresa arrendatária ora requerida – Hospital Jardim Cuiabá Ltda, aqui incluídos todos os documentos que compõem o seu sigilo comercial e dos seus sócios Arilson Costa de Arruda e Fares Hamed Abouzeid Fares, devem e podem ser removidos pelos mesmos”, diz trecho da decisão.

 

O juiz ainda ressaltou que não havia autorizado judicialmente a utilização de reforço policial por nenhuma das partes e afirmou que a empresa Hospital Jardim Cuiabá poderá denunciar o caso à Corregedoria de Polícia Militar.

 

“Consigno por fim que não houve qualquer autorização deste juízo para a utilização de reforço policial, tampouco ordem de arrombamento, razão pela qual, os requeridos [Hospital Jardim Cuiabá] devem adotar as providências que entenderem pertinentes junto à Corregedoria da Polícia Militar para eventual investigação da conduta dos agentes no local”, finalizou.

 

O litígio 

 

A disputa remonta a 2003, quando as duas partes assinaram um contrato em que a Importadora arrendava a estrutura hospitalar para a Jardim Cuiabá.

 

Em 2015, os arrendadores entraram com uma ação para rescindir o contrato alegando que o valor do arrendamento “afigura-se demasiadamente ínfimo e muito aquém de mercado”; que a arrendatária “sacrificou” bens da arrendadora;  além do não-pagamento de parte dos aluguéis mensais de R$ 60 mil.

 

Em março, o Tribunal de Justiça decidiu a favor da Importadora, dando prazo para a Jardim Cuiabá deixar a unidade médica. 

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