JUSTIçA PENHORA R$ 3,6 MILHõES DE EMPRESáRIO EM CUIABá
20.04.2018

O empresário José Charbel Malouf, o Zezo, se envolveu em mais uma confusão nesta sexta-feira (20). Após ele não ter sido localizado para ser notificado de uma decisão de penhora de bens no valor de R$ 3,6 milhões, o juiz Yale Sabo Mendes determinou o arrombamento de um apartamento do empresário, localizado na cobertura do Edifício Arthé, na Rua Estevão de Mendonça, no bairro Quilombro, para que fossem recolhidos todos os movéis e bens que estariam dentro do imóvel. 

O advogado William Khalil, defensor de Zezo, teria tentando impedir o arrombamento do apartamento. Houve uma discussão entre ele a oficial de Justiça que tentava cumprir a ordem judicial.

Diante da situação, a servidora do Judiciário entrou em contato com o magistrado, que determinou a prisão do advogado. De acordo com o advogado Pedro Henrique Ferreira Marques representante da Ordem dos Advogados do Brasil que acompanha o caso para garantia das prerrogativas, William não chegou a ser preso.

No entanto, Marques confirma que Khalil recebeu voz de prisão dada pela oficial de Justiça por causa do desentendimento. Trata-se de uma ação de execução de título extrajudicial movida por José Gonçalo de Souza contra o empresário Zezo Malouf.

Nos autos, o autor destaca que a dívida é resultado de empréstimos milionários contraídos por Malouf e não quitados. Ele recorreu à Justiça com pedido de liminar para arresto, avaliação e remoção dos bens encontrados no apartamento do empresário.

No processo, José Gonçalo destaca que o despacho para citação de Zezo Malouf foi emitdio em 19 de fevereiro deste ano e até o momento não tinha sido cumprido. Destaca que até então não tinha conhecimento de outras demandas judiciais contra Zezo Malouf da mesma espécie (execução de dívidas), nas quais o empresário apresentou defesa e confessou que "devido à crise no mercado imobiliário, está em um iminente colapso financeiro, se vendo obrigado a tomar empréstimos financeiros com terceiros".

Por sua vez, o juiz Yale Sabo autorizou o confisco de bens na cobertura do empresário do empresário até o valor de R$ 3,6 milhões e negou o pedido de sigilo no caso pleiteado pelo autor do processo.

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