JUIZ MANDA INVESTIGAR SE BEBê DEPENDE EXCLUSIVAMENTE DE MéDICA QUE ATROPELOU VERDUREIRO
23.04.2018

O juiz da Décima Segunda Vara Criminal, Flávio Miraglia Fernandes, determinou que assistentes sociais estudem o grau de dependência do filho da médica Letícia Bortolini, 35 anos, responsável por atropelar e matar Francisco Lucio Maia, 48, na noite do dia 14, na avenida Miguel Sutil. A criança tem um ano de idade.

A medida visa avaliar se o filho menor da ré depende exclusivamente dos cuidados da genitora. Conforme ​Termo da Audiência de Custódia, da 11ª Vara da Justiça Militar e Custódia, Letícia pediu prisão domiciliar, tendo em vista ser mãe de menor. 

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"Acolho o pleito ministerial, devendo-se a equipe de assistência social desta Comarca realizar estudo social relatando a situação em que se encontra o menor, bem como se ele depende exclusivamente da guarda e dos cuidados de sua genitora, ora indiciada, no prazo de cinco dias", determinou Miraglia. 

"Com a juntada do relatório, dê-se nova vista dos autos ao Ministério Público para manifestação no prazo legal", concluiu. A infomação foi inserida aos autos no último dia 20.

Letícia requereu à 11ª Vara da Justiça Militar e Custódia "liberdade provisória, mediante fiança. Alternativamente, pugnou pela prisão domiciliar, uma vez que a autuada é mãe de uma criança de um ano de idade". 

"Quanto ao pedido de prisão domiciliar aforado nesta solenidade, o mesmo deverá ser apreciado pelo juízo titular da causa", afastou a magistrada. Da mesma forma, o juízo considerou “incabível” e rejeitou arbitramento de fiança para garantir liberdade à suspeita. Letícia ficará presa em cela especial, separada das demais detentas, pois possui nível superior.

A médica foi presa em flagrante em sua residência em um condomínio de alto padrão, localizado no bairro Jardim Itália. Ela foi localizada após fugir do local do crime, na Avenida Miguel Sutil, porque uma testemunha a seguiu e acionou as autoridades.

A vítima foi atropelada enquanto terminava de atravessar a via e tentava subir o carrinho de verdura na calçada. Conforme a Polícia Judiciária Civil (PJC), ela apresentou sinais de embriaguez, assim como o seu marido, que estava no veículo.

No dia 16, a médica foi solta pelo desembargador Orlando Perri, em sede de habeas corpus.

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