TAQUES CONFIA EM TITULAR DA SINFRA E AFIRMA QUE TJ NãO TOMOU NENHUMA PROVIDENCIA CONTRA ELE
04.05.2018

O governador Pedro Taques (PSDB) disse estar tranqüilo em relação ao apontamento feito pelo Ministério Público Estadual (MPE) sobre possível envolvimento do secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo Duarte, em esquemas fraudulentos em licitações para o Sistema de Transporte Coletivo Rodoviário Intermunicipal de Passageiros do Estado de Mato Grosso.

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Taques disse ter participado pessoalmente de várias reuniões desde que assumiu o governo. Ele também declarou que nada foi imputado ao secretário, que também não foi alvo de nenhuma medida imposta pelo Tribunal de Justiça.

“Já conversei com o secretário várias vezes. Eu quero dizer aqui que se tem uma pessoa que cobrou a exigência desta licitação foi eu. A segunda pessoa foi o Marcelo. Eu tenho confiança no trabalho dele, tanto que o Tribunal de Justiça nem falou absolutamente nada do Marcelo e nenhuma providência foi tomada em relação a ele. Então eu estou absolutamente tranqüilo, porque participei de todas as reuniões, desde que eu assumi liguei pessoalmente para o promotor Ezequiel”, afirmou o governador.

“Aliás esta licitação está nesta ‘vagareza‘ nas administrações passadas e na nossa administração eu tirei da Ager e passei para Sinfra justamente para que ela andasse. Estava demorando desde 2007, onze anos atrás. Quem fez a licitação foi o nosso governo. Eu determinei porque quero fazer a coisa certa”, explicou.

Apesar de não ter sido alvo de prisão e nem de busca, o Ministério Público Estadual apontou que existem indícios de que Marcelo Duarte tem envolvimento na organização criminosa, colocando inclusive seu cargo e prestígio a serviço do grupo que vinha fraudando processos licitatórios no sistema de transporte rodoviário intermunicipal do estado.

 Rota Final
 

Conforme o Ministério Público Estadual (MPE), a investigação partiu de denúncia anônima feita em Ouvidoria dando conta de que servidores públicos e empresários do ramo de transportes intermunicipais estariam planejando fraudar a Concorrência Pública 001/2017, lançada pela secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), com o objetivo de conceder 13 lotes de linhas de ônibus para o “Sistema de Transporte Coletivo Rodoviário Intermunicipal de Passageiros do Estado de Mato Grosso”.
 
A suposta organização criminosa seria formada por servidores da Sinfra e da Ager, além dos próprios empresários. O conjunto, que "há anos pratica crimes contra a administração pública", atuaria com estrutura hierarquizada e divisão de funções.
 
Segundo o MPE, compõem o grupo criminoso: "Éder Augusto Pinheiro, Júlio César Sales Lima, Max Willian de Barros Lima, Wagner Ávila do Nascimento, contando com a participação de Eduardo Alves de Moura e o envolvimento de Luis Arnaldo Faria de Mello e Marcelo Duarte Monteiro".
 
A operação trará à luz dados sobre a “composição da organização criminosa, a dimensão de sua influência política e econômica, sua estrutura hierárquica e, especialmente apurar a identidade de todos os servidores públicos que foram cooptados e ainda, materializar as condutas criminosas engendradas e já executadas, com o propósito de neutralizar a ação isenta, regular e legal da administração pública, fraudar processo licitatório e consolidar o transporte rodoviário intermunicipal precário”, conclui o documento.

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