JUIZ DENUNCIOU ESQUEMA DE FRAUDE EM PROGRESSãO DE REGIME EM MT
25.04.2018

O ex-assessor do gabinete da 2ª Vara Criminal de Cuiabá, Pitágoras Pinto de Arruda, acusado de fazer parte de um esquema de fraudes em processos de progressão de regime de presos, foi denunciado pelo próprio juiz com quem dividia seu expediente profissional, o magistrado Geraldo Fernandes Fidélis. O ex-assessor foi preso na Operação “Regressus”, deflagrada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Polícia Judiciária Civil (PJC), nesta quarta-feira (25). 

Fidélis denunciou o esquema em janeiro deste ano, na Corregedoria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) e também no próprio GCCO. O magistrado alegou que teve que “revisar” duas sentenças nas quais Pitágoras atuou como assessor de gabinete.

Enquanto ex-assessor de gabinete, Pitágoras recebia salário de R$ 7,1 mil. Atualmente, ele ocupa o cargo de técnico judiciário na comarca de Porto Esperidião (322 km de Cuiabá), com vencimentos de R$ 4,4 mil.

De acordo com informações da PJC, a operação “Regressus” (retornar ao sistema) cumpre três mandados de prisão preventiva e 19 ordens de busca e apreensão nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Rio de Janeiro. Os alvos com prisões expedidas pela 7ª Vara do Crime Organizado são dois criminosos, ex-presidiários notoriamente conhecidos.

Um deles, Marcelo Nascimento Rocha, conhecido como o “maior picareta do Brasil”, já ficou famoso nacionalmente após fingir ser Henrique Constantino, filho do proprietário da Gol Linhas Aéreas, durante uma entrevista ao programa “Amaury Junior”. 

Ele já foi preso treze vezes em diversos Estados e conseguiu fugir de nove prisões, muitas vezes, pela porta da frente. Sua história, inclusive, virou filme: VIPS – Histórias Reais de Um Mentiroso, foi um sucesso nos cinemas brasileiros em 2014. O ator Wagner Moura interpretou Marcelo Nascimento.

O outro preso na operação é o traficante Márcio Batista da Silva, conhecido como Dinho Porquinho. 

A investigação é sedimentada em três inquéritos instaurados na GCCO, que apuram fraudes processuais para obtenção de progressão de regime, peculato  e também lavagem de capitais de reeducandos que progrediram usando documentos falsos.

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