GCCO SUSPEITA DE PARTICIPAçãO DE ADVOGADOS E SERVIDORES EM ESQUEMA DE PROGRESSãO DE PENA
25.04.2018

A Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), responsável por investigar um esquema de fraudes na progressão de pena de reeducandos em Mato Grosso, suspeita da participação de servidores públicos e advogados nos crimes. Segundo o titular da unidade, delegado Diogo Santana, esta é apenas a ponta do iceberg. Ao todo, são 35 casos colocados sob suspeita e que são analisados nesta primeira fase da ‘Operação Regressus’.  Entre os presos nesta quarta-feira (25) está o promotor de eventos Marcelo Rocha, conhecido nacionalmente como “Marcelo Vip”.

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“Isso é apenas o início da investigação. Pelas informações que foram trazidas, muitos fatos importantes precisam ser desvendados. Temos contato com o pessoal do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que está disposto a colaborar nos trabalhos”, explicou o delegado Diogo Santana.
 
Ainda conforme o delegado, foram feitos levantamentos desde 2017: “Até hoje, são 35 casos que levantaram suspeitas. Estes são os investigados por nós nesta primeira fase da operação. Imaginamos que este número possa ser ainda muito maior. Trabalhamos com a possibilidade da participação de reeducandos, estagiários, servidores, bacharéis e até advogados no caso”.
 
A operação policial comandada pela GCCO cumpriu mandados contra o promotor de eventos Marcelo Rocha, conhecido nacionalmente como “Marcelo Vip”, e contra Márcio da Silva Batista, traficante de drogas com atuação no Rio de Janeiro conhecido como "Porquinho". Ambos teriam fraudado informações com o auxílio de Pitágoras Pinto de Arruda, servidor público da Vara de Execuções Penais, para conseguir remissão de pena. Marcelo é morador de Cuiabá e conhecido por realizar shows de rock na capital.
 
De acordo com as informações levantadas na investigações, o traficante e o promotor de eventos teriam conseguido diminuir pelo menos um ano de pena com informações falsas. Os mandados também são cumpridos em empresas, que teriam passado informações falsas ao Poder Judiciário.
 
A investigação é sedimentada em três inquéritos instaurados na Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), que apuram fraudes processuais para obtenção de progressão de regime, peculato e também lavagem de capitais de reeducandos que progrediram usando documentos falsos.

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