FORNECIMENTO DE COMBUSTíVEIS VOLTA A NORMALIDADE EM ATé 1 SEMANA EM MT
30.05.2018

Depois de nove dias de paralisação, o abastecimento nos postos está sendo retomado gradativamente. O Sindipetróleo (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de Mato Grosso) recebeu informações de que as distribuidoras trabalharão em regime especial para atender a grande demanda que se formou. Inclusive, neste feriado prolongado, o estoque de vários postos serão abastecidos.

A situação mais crítica é no interior do Estado. No Norte e Nordeste de Mato Grosso, já têm caminhões a caminho dos postos, pois as distribuidoras localizadas em Sinop já estão liberando cargas. Na região médio-norte, diversos  postos já receberam combustíveis. 

De sexta-feira (25) até esta terça-feira (29), as distribuidoras vinham liberando cargas através de escolta policial e priorizando serviços essenciais como saúde e segurança pública. A maior deste abastecimento se concentrou na Grande Cuiabá.  

O Sindipetróleo acredita que o abastecimento regular deve ser normalizado em sua totalidade dentro de uma semana, mas com combustíveis na maioria dos postos, porém com estoques reduzidos até segunda-feira.

CRISE

A crise de desabastecimento iniciou com a paralisação dos caminhoneiros em todo o país, ocorrida no último dia 21. Desde então, houve uma "corrida" aos postos de combustíveis por parte da população. Na sexta-feira, diversos estabelcimentos já não continham combustíveis, apesar das grandes filas feitas pelos motoristas. 

Mato Grosso possui 1.000 postos e 100% deles foram impactados. Em Cuiabá e Várzea Grande, existem em torno de 240 postos em atividade.

A paralisação gerou uma série de debates sobre a crise e o peso dos impostos nos combustíveis. O assunto foi debatido no Senado, na Câmara dos Deputados, Assembleia Legislativa e até mesmo Câmaras Municipais. “Eu mesmo participei de um debate no plenário da Câmara (neste dia 29), defendendo a redução das alíquotas de ICMS e unificação de impostos entre os Estados. Defendi que o setor e a sociedade em geral não aguentam mais pagar tantos impostos. Todos amargam prejuízos. De certa maneira, uma grande manifestação como esta faz o poder público olhar com mais atenção a quem transporta o Brasil”, destaca Aldo Locatelli, presidente do Sindipetróleo.  

PREJUÍZOS

Ainda não é possível calcular os prejuízos para o setor. Além de deixarem de vender, revendedores terão de arcar com folha de pagamento e outros custos sem que estivessem em plena atividade.

PROMESSAS

O governo federal publicou na noite de domingo (27), em edição extra do Diário Oficial, três medidas provisórias (MPs) prometidas pelo presidente Michel Temer (MP) aos caminhoneiros.  Entre as principais medidas, Temer prometeu reduzir em R$ 0,46 no preço do litro do óleo diesel por 60 dias.

Importante: Não há informações oficiais das distribuidoras, mas os revendedores relatam que estão com estoques antigos, assim o mercado não verá a redução de imediato. “Pelo menos não na maioria. Os postos devem repassar as reduções conforme as distribuidoras também as fizerem. Eu comprei da BR Distribuidora R$ 0,20 mais barato, mas amargo prejuízos há meses. Não é de agora. Cotei em postos bandeira branca e verifiquei que o diesel está mais caro que antes”, disse um revendedor que prefere não se identificar para não correr o risco de comprometer sua negociação com as distribuidoras.  

Sobre as MPs, a primeira determina que 30% dos fretes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) sejam feitos por caminhoneiros autônomos contratados por meio de cooperativas, associações ou entidades sindicais. A segunda medida trata da instituição da política de preços mínimos para o transporte rodoviário de cargas.

A terceira MP prevê não cobrar a tarifa de pedágio sobre os eixos suspensos, quando os caminhões estiverem circulando vazios em rodovias federais, estaduais e municipais, concedidas à iniciativa privada. 

Já o governo de Mato Grosso fez o compromisso de discutir a redução do ICMS com outros Estados, já informando que não poderia comprometer a arrecadação e tomar a decisão apenas em âmbito estadual. Outro compromisso é o de realizar o congelamento do Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF), uma tabela com valores utilizados apenas como base cálculo para cobrança do ICMS, por 30 dias e ir reavaliando. Também se comprometeu, por meio da Secretaria de Segurança, realizar uma força-tarefa para combater a sonegação de impostos, isto enquanto não for definida a criação da delegacia.

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