BOTELHO CONFIRMA PRESSãO POR EMENDAS
07.06.2018

Após as contas do governador Pedro Taques referentes ao exercício de 2016 serem aprovadas pelos deputados estaduais, na noite de quarta-feira (6), o presidente da Assembleia Legislativa Eduardo Botelho (DEM) admitiu que demora de mais de um ano na tramitação ocorreu porque os parlamentares estavam descontentes com o atraso no recebimento das emendas impositivas, por parte do Executivo.

“Existia realmente um debate muito grande entre a situação e a oposição em torno dessa conta. Depois houve também nós não podemos negar um descontentamento dos deputados da base com o não pagamento de emendas, o não atendimento de indicações, por tudo isso houve sim um atraso na votação”, disse Botelho em entrevista à Rádio Capital FM, nesta quinta-feira (7).

Questionado se as emendas teriam sido pagas pelo governo, já que houve enfim a votação da prestação de contas, o presidente do Legislativo negou. “Não foi pago nada! Na verdade, a Assembleia vem dando crédito ao governo há muito tempo! No passado, o governo não pagou o duodécimo integral, pagou menos de 5% das emendas”, lembrou.

Eduardo Botelho ainda lembrou que, mesmo com o não cumprimento das obrigações do governo para com o Legislativo, o Parlamento manteve a postura de colaborar. “A Assembleia deu todo o apoio ao governo, aprovou a PEC do Teto, ajudou a negociar a RGA, ajudou a negociar as leis mais importantes. A Assembleia foi parceira do governo em todos os aspectos, procurando soluções, ajudando e isso continua”, asseverou.

De acordo com o político, os deputados precisam das emendas para ajudar os municípios na execução de pequenas obras, que não entram nos programas do Estado e que, por serem impositivas, previstas na Constituição, não poderiam falhar. “É mais do que direito do deputado”, destacou. Botelho defendeu que essa a única moeda de troca que os parlamentares tinham, mas ressaltou que o atraso na apreciação das contas não alterou a atividade do Executivo.

“A única coisa que não atrapalha a população é as contas do governo. Atrapalha em que ficar lá e atrasar um pouco? Nada! E era uma das únicas coisas que os deputados poderiam pelo menos tentar alguma coisa junto com o governo. E foi feito. Isso é natural, é democrático”, defendeu.  

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