DESEMBARGADOR NEGA LIBERDADE A PEDRO JORGE E PAULO TAQUES
25.05.2018

O desembargador José Zuquim Nogueira, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), manteve as prisões preventivas decretadas contra o ex-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, e seu irmão, o advogado Pedro Jorge Taques.

 

A decisão foi publicada na tarde desta sexta-feira (25) e foi embasada no "risco à ordem pública" que ambos representariam caso fosse soltos.

 

Eles foram presos no dia 9 de maio, durante a deflagração da 2ª fase da Operação Bereré, que apura esquema de fraude, desvio e lavagem de dinheiro no âmbito do Detran-MT, na ordem de R$ 30 milhões, que operou de 2009 a 2015.

 

Segundo as investigações, parte dos valores repassados pelas financeiras à EIG Mercados por conta do contrato com o Detran-MT retornava como propina a políticos, dinheiro esse que era “lavado” pela Santos Treinamento – parceira da EIG no contrato -  e por servidores da Assembleia, parentes e amigos dos investigados.

 

Na denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), Paulo Taques é acusado de ter recebido R$ 2,6 milhões de propina da EIG para manter o contrato da empresa com a atual gestão do Governo do Estado. Já Pedro Jorge teria colaborado na operacionalização das fraudes, "blindando" o irmão com a ajuda do executivo José Kobori, ex-presidente da EIG e seu amigo de infância.

 

Em seu pedido de revogação, Paulo Taques afirmou que a prisão foi baseada em alegações infundadas feitas pelo empresário José Henrique Gonçalves, sócio da EIG e delator do esquema, “as quais não teriam sido devidamente comprovadas”.

 

Na delação, José Henrique disse ter pago R$ 2,6 milhões de propina a Paulo Taques para manter o contrato da EIG com a atual gestão do Governo do Estado.

 

“Mencionou, ainda, que um dos motivos utilizados para se requerer sua prisão seria o vídeo de uma conversa realizada no aplicativo WhatsApp entre o delator e seu irmão, Pedro Jorge Zamar Taques, o qual, por sua vez, já teria sido interrogado pelo Gaeco [Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado], oportunidade na qual isentou o requerente de qualquer participação em crime”.

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