COM ESTOQUE VAZIO, COMERCIANTE TERá 70% DA RENDA PREJUDICADA COM PARALISAçãO
25.05.2018

Os efeitos da paralisação dos caminhoneiros, que entrou no seu quinto dia, nesta sexta-feira (25), chegaram aos menores comerciantes, como os que vendem galões de água e gás. Pedro Arnaldo, 30, conta que só tem um gás no estoque, e vai ter prejuízo.

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“O gás aqui nós recebemos dia sim, dia não. Com a paralisação, estamos desde quarta-feira sem gás. Está afetando nossos clientes da região, já que não temos produtos. Vou ter prejuízo, não vou ter mercadoria. O valor ainda não dá para afirmar. O gás que eu tinha vendi no mesmo preço, não alterei em nada. O estoque de água ainda dá até semana que vem. Estamos na torcida para que tudo seja resolvido”, disse o comerciante ao Agro Olhar & Negócios.

Segundo o comerciante, 70% de sua renda vêm da venda de gás. Com apenas um em estoque, ele prevê grandes prejuízos.

Entenda

O governo federal anunciou, na noite da última quinta-feira (24), uma proposta para suspender a greve dos caminhoneiros por 15 dias. Porém, nesta sexta-feira (25) os manifestantes continuam a bloquear pelo menos 26 trechos de rodovias federais que cortam Mato Grosso. Em outros Estados, a situação é a mesma. Vale lembrar que diversos serviços foram suspensos ou reduzidos por conta da falta de combustível. O protesto já dura cinco dias e tem reflexos em diversos setores.
 
Os caminhoneiros estão passando dia e noite nos pontos de bloqueio. A comida e água que recebem, são de doações. Além disto, acrescentaram que só pretendem desmobilizar o movimento quando o problema for resolvido.
 
Na manhã desta quarta-feira, o presidente Michel Temer se reuniu com ministros para discutir a greve dos caminhoneiros, que acontece em todo o país. A conversa ocorre no dia seguinte ao anúncio da Petrobras de redução de 10% no valor do diesel nas refinarias por 15 dias. Com esta decisão, o governo espera conseguir negociar com o movimento dos caminhoneiros, que se queixam do preço final do diesel.
 
Em razão da greve dos caminhoneiros que paralisaram o transporte e o consequente bloqueio nas bases de distribuição, o abastecimento nos postos está comprometido. Com a falta de produto em alguns estabelecimentos, os usuários passam a procurar outros. Além disto, o medo de que acabe o combustível também aumenta a demanda, o que pode esgotar todas as reservas dos postos.
  
A mobilização foi proposta pela Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) e iniciou na manhã desta segunda-feira (21). Em razão dos pesados impostos e do baixo valor dos fretes, a categoria afirma que enfrenta uma grave crise e articula ações em todo o país para evidenciar o descontentamento com a atual política econômica. A PRF mantêm o diálogo com os caminhoneiros.

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