DELAçãO DE ALAN MALOUF PREJUDICA CANDIDATURA DE NILSON LEITãO AO SENADO
28.05.2018

Delação de Alan Malouf  prejudica candidatura de Nilson Leitão ao senado

Da Redação

O Supremo Tribunal Federal (STF) teria concluído a homologação do acordo de delação premiada do empresário Alan Malouf em Brasília. A delação feita junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) ocorre após a defesa de Malouf ter tentando por diversas vezes uma colaboração junto ao Ministério Público Estadual (MPE). Porém, nunca aceita.

Embora a defesa de Alan Malouf, patrocinada pelo advogado Huendel Rolim, tenha negado que o empresário tenha feito delação, ressaltando que "Alan Malouf  manterá sua postura quando convocado à Justiça esclarecendo os fatos sem qualquer acordo de colaboração", a  delação já estaria sob a responsabilidade do ministro Roberto Barroso, e implicaria tucanos de alta plumagem, entre eles o governador Pedro Taques e o deputado federal Nilson Leitão.

A delação foi parar no Supremo Tribunal Federal e não no Superior Tribunal de Justiça, porque o deputado federal Nilson Leitão (PSDB) também teria sido beneficiado com o esquema de cobrança de propina na Seduc. 

De acordo com as denúncias do Ministério Público Estadual (MPE), o empresário, que foi tesoureiro de Taques durante a campanha de 2014, fraudou contratos da Secretaria Estadual de Educação (Seduc) juntamente com empresários, agentes políticos e servidores com o objetivo de pagar dívidas eleitorais na ordem de R$ 10 milhões.

Parte da  propina paga durante o funcionamento do esquema de fraudes em licitações para obras e reformas de escolas públicas na Seduc teria sido usada para quitar dívidas de campanha do deputado federal Nilson Leitão (PSDB), segundo delação feita pelo empresário Giovani Guizardi, também investigado no esquema, fato esse que teria sido confirmado na delação de Malouf.

Na delação, Guizardi afirma que, antes mesmo de assumir a responsabilidade, no grupo, de recolher a propina paga pelas empresas que mantinham contrato com a Seduc, soube que o empresário Leonardo Guimarães, da JER Construtora, teria pago propina mediante entrega de cinco cheques, que foram destinados à uma gráfica para o pagamento de dívidas de campanha eleitoral.

O empresário diz que o nome do político beneficiado não foi citado, mas acredita que a dívida seria relativa à campanha do deputado federal Nilson Leitão, apontado por ele como o político ligado ao ex-secretário de Educação, Permínio Pinto. 

Em outro depoimento, Guizardi afirmou que o ex-secretário Permínio Pinto era a pessoa que representava Nilson Leitão no esquema, e o responsável em enviar para Sinop – terra natal do deputado -, o valor da propina destinada ao tucano.

O recebimento de propina por parte de Nilson Leitão também já havia sido colocado por Alan Malouf em um de seus depoimentos à Justiça estadual, quando disse que tinha conhecimento que o deputado federal Nilson Leitão estava recebendo parte do dinheiro de propina.

“Eu não participei dessa questão de rateio de percentuais [da propina]. O que eu sei é o que recebi. Eu sabia que outros estavam recebendo. O Perminio  e o Leitão e o Guilherme (deputado Guilherme Maluf). Mas eu quero reafirmar que eu nunca tive contato com o Leitão. Era o Giovanni que me falava. Eu fiz a apresentação entre Perminio e Giovanni. Depois eles que tratavam. Mas o Perminio sabia que eu estava recebendo", afirmou Malouf em um de seus depoimentos.      

A delação de Malouf implicaria tanto o deputado Nilson Leitão, que nos bastidores já é dado como certo seu recuo na pré-candidatura ao Senado, o que viria a beneficiar o projeto de reeleição do governador Pedro Taques, que teria uma maior capacidade de negociação com outras legendas, pois teria mais uma vaga majoritária a oferecer aos aliados

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