SILVAL ALEGA QUE "FOI USADO" PARA EX-JUíZA SE PROMOVER POLITICAMENTE EM MT
04.07.2018

O ex-governador Silval Barbosa acusou a juíza aposentada e pré-candidata ao Senado, Selma Rosane Santos Arruda (PSL), de usar os casos do qual ele é réu para se promover politicamente visando às eleições de 2018. Segundo ele, Selma foi à única magistrada em Mato Grosso a fazer de uma sala de audiência uma sala da imprensa.

O ex-gestor também destaca que as decisões tomadas pela juíza, enquanto titular da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, foram para dar visibilidade eleitoral. Por isso, acredita que tudo foi pensando e articulado para o projeto político da magistrada. 

“As decisões que teve, promoveram ela naquele momento. Ela teve visibilidade, porque usou muito a imprensa nas decisões, é a única sala de audiência que a gente vê que todos vocês (imprensa) estavam lá”, comentou ele aos jornalistas ao chegar à Controladoria Geral do Estado (CGE), nesta tarde, para depoimento no caso que investiga contratos para fornecedores  de patrulhas mecanizadas, em sua gestão. 

Descontente com a situação de Selma usar seu nome para promoção política, Silval lembra que as salas eram tão cheias de jornalistas que o réu mal podia prestar os esclarecimentos. “Quase o réu nem podia falar de tanta a imprensa que estava em cima, que ela permitia. Ela deu visibilidade porque ela tinha um projeto politico em cima da carreira dela”, denuncia.

Entretanto, o ex-governador acredita que a sociedade saberá observar o comportamento da juíza e poderá julgar, por ser direito de cada cidadão na hora do voto. 

Ao ser abordado quanto ao fato de Selma ter conseguido escolta da Casa Militar e só perder o suposto privilégio depois de uma liminar concedida pela justiça impedido o fato, ele conta que o ex-governador Blairo Maggi ao deixar o governo, propôs uma lei para Assembleia Legislativa que foi aprovada aonde todos os ex-governadores teriam o direito de ter seguranças ofertados pelo executivo, mas a lei foi revogada pelo Tribunal de Justiça. 

Silval diz que o Ministério Público que tem que avaliar o caso da magistrada aposentada. “Agora o Ministério Público que tem que questionar se é legal dar uma escolta para um candidato fazer campanha no estado”, colocou.

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