PGR LISTA 22 DEPUTADOS ESTADUAIS DE MT ALVOS DE INVESTIGAçõES POR CORRUPçãO
04.07.2018

A procuradora-geral da República (PGR), Raquel Dodge, citou que 22 deputados estaduais da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT) sofrem inquéritos, ou mesmo já foram condenados, pela Justiça comum ou eleitoral. Os dados constam do parecer contrário a soltura do deputado estadual Mauro Savi (DEM), preso desde o dia 9 de maio de 2018 após deflagração da operação “Bônus” (2ª fase da “Bereré”).

A lista com os deputados estaduais informa que a maioria deles sofre inquéritos decorrentes da operação “Ararath” – deflagrada inicialmente em dezembro de 2011 e que atualmente já está na 15ª fase, denominada “Cocite”, e que apura um esquema de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional que movimentou cerca de R$ 500 milhões, segundo a Polícia Federal.

Sofrem inquéritos na Ararath os deputados estaduais Adalto de Freitas (Patriota), Baiano Filho (PSDB), Dilmar Dal Bosco (DEM), o presidente da AL-MT, Eduardo Botelho (DEM), Guilherme Maluf (PSDB), Janaina Riva (MDB), Nininho (PSD), Oscar Bezerra (PSB), Pedro Satélite (PSD), Romoaldo Junior (MDB), Sebastião Rezende (PSC), Silvano Amaral (MDB), Wagner Ramos (PSD), José Domingos Fraga (PSD), além do próprio Mauro Savi.

Wilson Santos (PSDB) não foi diretamente ligado à operação “Ararath”, porém, o depoimento do empresário Robison Todeschini à PF no âmbito da operação revelou, em 2015, que Santos aumentou o valor das notas fiscais das medições do programa “Poeira Zero”, realizadas pela Constil Terraplanagem, de propriedade de Todeschini. O esquema teria ocorrido quando o deputado era o prefeito de Cuiabá, entre os anos de 2004 e 2010. O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE-MT) investiga o caso.

Os também parlamentares Zeca Viana (PDT) e Wancley Carvalho (PV) são alvos de inquéritos que apuram uso de documento falso e peculato – assim como Eduardo Botelho. Os deputados estaduais Valdir Barranco (PT) e Allan Kardec (PDT) também são investigados por suposta compra de votos. Saturnino Masson (PSDB) já foi condenado numa ação penal por fraude em inspeção sanitária e também é investigado na Justiça Eleitoral por suposta falsidade ideológica.

Já Adriano Silva (DEM), suplente de Max Russi (PSB), sofre uma ação penal por suspeita de fraude em processo licitatório e peculato. O também suplente Meraldo Figueiredo Sá (PSD) – que ocupou a vaga de Gilmar Fabris (PSD) em 2017 -, possui duas condenações em ação por improbidade administrativa (enriquecimento ilícito) e uma condenação em ação penal (porte de arma de fogo de uso restrito pelas forças armadas).

Apesar de não citados na lista, Gilmar Fabris também é denunciado na Ararath e chegou a ficar pouco mais de um mês preso, entre os dias 15 de setembro e 25 de outubro de 2017, durante a deflagração da 12ª fase da operação, denominada “Malebolge”, por obstrução a Justiça. O suplente na vaga de Wilson Santos, Jajah Neves (PSDB), que aparece como "limpo" na lista de Dodge, já foi condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) por ceder sua imagem para que seu irmão, Ademar Jajah, a utilizasse em “santinhos” em sua campanha a vereador na cidade de Várzea Grande em 2016.

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