EX-ASSESSOR é DENUNCIADO POR SUPOSTA AMEAçA A EX-SECRETáRIO EM MT NO WHATSAPP
14.06.2018

O ex-assessor especial da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), Fábio Frigeri, teria ameaçado o ex-secretário da pasta, Permínio Pinto, por meio de mensagens utilizando o aplicativo WhatsApp. Ambos são denunciados e já chegaram a ser presos por um suposto esquema de fraudes em licitações na secretaria, investigadas na operação “Rêmora” e suas duas outras fases “Locus Delict” e “Grão Vizir”, todas do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). 

Frigeri teria enviado mensagens a esposa de Permínio, R.M. Nela, o ex-assessor especial da Seduc-MT pedia insistentemente para se encontrar como ex-secretário, que apesar de não estar na prisão cumpre medidas cautelares, entre elas, a proibição de manter contato com outros investigados e denunciados no esquema.

A conversa teria ocorrido no dia 25 de janeiro deste ano. “Bom dia. Tudo bem? Avisa seu marido que eu vou procurá-lo, ele sabe exatamente porque!”, diz a mensagem de Frigeri.

O ex-secretário de Educação comunicou seus advogados sobre o "recado" do ex-assessor. Também por mensagem no aplicativo do WhatsApp, o advogado de Permínio advertiu o ex-assessor de que seu cliente cumpria medidas cautelares que o proibiam de manter contato com outros réus da operação. “Fábio, fui comunicado que você precisa falar com o Permínio, correto? Não sei do que se trata e, na condição de advogado, tampouco me incumbe adentrar em qualquer assunto que vocês possuam mas preciso te avisar que uma das cautelares que o Permínio é obrigado a cumprir é de se manter afastado das pessoas envolvidas no processo. Dessa forma, independente do que você tenha a tratar com ele, é impossível que vocês mantenham qualquer contato pois qualquer descumprimento de medida cautelar pode acarretar na decretação de nova prisão”, disse o advogado.

O defensor de Permínio Pinto completa a mensagem perguntando se Frigeri também possuía a medida cautelar que o impede de se aproximar de outros investigados da operação. “Espero que você entenda, não sei se você tem essa mesma medida cautelar contra você, mas se tiver, certamente sus advogada que é uma excelente profissional irá orientá-lo no mesmo sentido de não tentar qualquer aproximação”, mostra a coneversa.

Não satisfeito, Fábio Frigeri disse que tem ciência da medida cautelar e que o advogado também “sabe” do assunto a ser tratado com o ex-secretário. Em tom ameaçador, disse que iria “procurar” Permínio. “Sim eu sei. Sim eu vou procurá-lo, ele sabe porque! Sim você sabe do que se trata. Obrigado passar bem”, finalizou.

Após o recado, o advogado Arthur Osti advertiu o ex-assessor da Seduc que comunicaria sobre as mensagens à Justiça. “Fabio, dessa forma, irei peticionar nos autos da medida cautelar do meu cliente comunicando o ocorrido a fim de prevenir qualquer tipo de reprimenda contra ele por iniciativa unilateral e exclusivamente sua”, avisou.

BLOQUEIO E PEDIDO DE PRISÃO

Em mensagem posterior, Frigeri utiliza o telefone da esposa para enviar outra mensagem, no dia 29 de janeiro deste ano, também em tom ameaçador. Ele não usou seu telefone porque estava "bloqueado" pela esposa do ex-secretário. “Bom dia. Me bloquear no Whats App, bem previsível, mas não vai resolver nada, a menos que pretendam sair do país eu sei onde encontrar cada um de vocês, mande um forte abraço para o meu ‘irmão’, tenha uma excelente semana!”, declarou.

O episódio foi utilizado pelo Gaeco para pedir a prisão de Fábio Frigeri. A medida, porém, foi negada pelo juiz Marcos Faleiros no dia 22 de maio de 2018. Na petição que gerou o pedido de prisão, o advogado da Permínio Pinto, Artur Osti, relatou que o ex-assessor, acompanhado da esposa, estiveram no endereço comercial da sogra do ex-secretário da Seduc-MT.

Posteriormente, Frigeri também foi visto circulando nas “redondezas” da residência dos pais do próprio Permínio. “O corréu Fabio Frigeri, acompanhado de sua esposa, a Sra. S.G.F., estiveram pessoalmente no endereço comercial de sua genitora, onde aquela auxilia esta no desenvolvimento de projetos arquitetônicos, perguntando pelo defendente e sua esposa enquanto ambos se encontravam ausentes. Igualmente, informou que ainda neste ano, acompanhada do defendente, Perminio Pinto Filho, avistaram o corréu Fabio Frigeri circulando a pé nas redondezas da residência dos genitores do defendente”, diz trecho da petição.

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