NUNCA DEIXEI A PREFERêNCIA EM ABERTO, DIZ GILMAR FABRIS SOBRE APOIO A PEDRO TAQUES
13.07.2018

Passados mais de dois meses desde que o presidente do PSD em Mato Grosso, ex-vice-governador Carlos Fávaro, avisou o governador Pedro Taques (PSDB) que a legenda não estava mais na base aliada, ainda tem quem defenda apoio ao tucano dentro do partido. Fiel até o fim, o deputado Gilmar Fabris (PSD), por exemplo, garantiu que só não estará junto de Taques na campanha caso seja “obrigado” a adotar outro posicionamento.

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“Ele [Pedro] é o nosso candidato. Até então é o nosso candidato. Os deputados, nós o apoiamos. Eu só não vou apoiar se eu for obrigado, mas a preferência nós nunca deixamos em aberto. Então, existe uma parte que pensa assim e outra parte que pensa diferente [dentro do PSD]”, defendeu o parlamentar, em entrevista à Rádio Capital FM.

O PSD deixou o Governo no mês de maio com a renúncia do vice-governador Carlos Fávaro, que pretende disputar o Senado pelo grupo de oposição. No entanto, os deputados estaduais Gilmar Fabris, Ondanir Bortolini, o Nininho, Pedro Satélite e Wagner Ramos permaneceram apoiando publicamente o governador.

O partido segue dividido e embora Fávaro tivesse selado apoio a Wellington Fagundes (PR), em meados de abril, agora o ex-vice-governador arquiteta uma aliança com o pré-candidato pelo DEM, Mauro Mendes.

De acordo com Gilmar Fabris, uma nova votação será realizada durante as convenções e somente nesta data é que será definido qual candidato ao Governo será apoiado pelo PSD. “Quando chegar o dia da convenção, é evidente, alguém ou alguma das propostas, seja ela acompanhar o Dr. Pedro, seja ela acompanhar outro candidato, será colocado em votação. Aquela que vencer, automaticamente e, até partidariamente, tem a obrigação de os companheiros acompanharem”.

Vale destacar, no entanto, que ao deixar a base do governador a ampla maioria dos filiados ao PSD já havia decidido se posicionar contra Taques. Fabris contesta. “Não é que pensamos diferentes, nós somos aliados e, inclusive, votamos no diretório. Ele [Favaro] apresentou diversos nomes, só que os deputados também têm diversos prefeitos, tem companheiros. Eu acho que o diretório, num todo, ele é harmônico. Essa questão vai ser resolvida no dia da convenção, porque lá o voto é secreto e é aí que se vê, porque às vezes achamos que o voto é da gente e não é”, argumentou.
 

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