CANDIDATOS TROCAM ACUSAçõES, CITAM CORRUPçãO E LEMBRAM SILVAL BARBOSA EM DEBATE; VEJA COMO FOI
28.09.2018

Os cinco candidatos ao Governo do Estado voltaram a se enfrentar em mais um debate nesta sexta-feira (28), organizado pela TV Vila Real, afiliada da Record TV, em Mato Grosso. O confronto de ideias aconteceu ás 11 horas (de Mato Grosso). O Olhar Direto acompanhou os bastidores e toda a movimentação.

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Pedro Taques (PSDB), Mauro Mendes (DEM), Moisés Franz (PSOL), Wellington Fagundes (PR) e Arthur Nogueira (Rede) não puderam utilizar ponto eletrônico, celular ou qualquer outro tipo de comunicação com os assessores. Além disto, não puderam apresentar qualquer objeto e/ou documento que não fosse o programa de governo ou papéis para anotação.
 
O programa foi dividido em quatro blocos. Os direitos de resposta eram previstos somente em caso de ofensa. Coube ao ofendido solicitar e ao mediador arbitrar a ocorrência ou não de ofensa.
 
Confira abaixo a cobertura feita pelo Olhar Direto do debate e dos bastidores:

13h37 - Nas considerações finais, Moisés Franz agradece ao espaço que o debate proporciona e diz que foi ao programa para apresentar propostas e não para fazer promessas mentirosas. O candidato pede voto e diz que Procurador Mauro é o único candidato a senador que pode enfrentar os barões do agronegócio. Pede que o eleitor faça uma analise da vida dos candidatos antes de fazer sua escolha.  

13h34 - Arthur Nogueira, por sua vez, começou agradecendo à TV Vila Real a oportunidade de participar, “coisa que não terei na TVCA, pois não poderei participar”. Ele ainda agradeceu familiares e candidatos, e disse ao cidadão que assistiu e “está verificando nas ruas o derrame de dinheiro do fundo partidário”. Pediu para quem não o conhece, que visite suas redes sociais, e pediu a oportunidade de ir para o segundo turno  “para que possamos saber quem é quem dentre os candidatos, pois certamente todos  se unirão para me derrotar no segundo turno”. Arthur afirmou que acredita que esta é a “hora da virada”.​

13h32 - Nas considerações finais, Taques falou ao cidadão: “Você cidadão, daqui a 5, 6 dias vai decidir quem vai governar o Mato Grosso. Eu pedi que você me desse a oportunidade de mostrar o que fizemos, e isso conseguimos. Quero pedir seu volto pra que o passado não possa voltar. Eu quero pedir o voto a Leitãoo, agradecer Rui Prato, e olhar pra você. Parece que todos os problemas foram criados em 3 anos e 8 meses, mas nós fizemos muito, diante da maior crise econômica que o Brasil, passou. Quero sua confiança, preciso do seu voto, do seu apoio. Fazendo a coisa certa, não passando a mão na cabeça de ninguém”.

13h30 - Mauro Mendes aproveitou os seus últimos minutos para agradecer os apoios: “Estamos em primeiro em todas as pesquisas, quero agradecer a você que está confiando em nós. Vamos trabalhar da melhor forma. É possível gerar empregos, investir em diversas áreas. Temos ideias simples de coisas que podem ser feitas de verdade”.

13h29 - Em sua considerações finais, Wellington Fagundes disse que “quero governar com Justiça, olhando a cada um. O cidadão mais simples quer o respeito, o atendimento. Temos que trabalhar com o povo, o servidor público tem que ser valorizado. Vou fazer um fórum com a participação de empresários, servidores, para que possamos encontrar o melhor caminho de gerar emprego e felicidade para todos. Minha experiência, quero que ela ajude a desenvolver o Estado”.

13h28 - Arthur Nogueira para Wellington Fagundes. Ele lembra os esquemas de corrupção das obras da Copa e a citação ao nome de Fagundes na delação de Silval Barbosa.
 
Fagundes diz que não tolerará e não tolerará corrupção. Fagundes diz que o delator se sente pressionado e não vai entrar nessa questão, mas que prefere olhar para frente. Cita sua atuação no interior e alega que ajudou a trazer recursos para obras em Mato Grosso, inclusive as da Copa 2014.
 
Arthur Nogueira diz que WF mente para a população. Lembra que existem mais de 12 processos contra Wellington Fagundes. “Se ele não tivesse foro privilegiado, não estaria aqui porque seria ficha suja”. Fagundes diz que está sendo vítima de ataques e tem ganhado direito de resposta. Alega que quer ser governador ouvindo as pessoas.  

13h25 - Fagundes perguntou a Moisés Frantz como ele vê a relação do servidor com o governo do Estado. Moisés falou diretamente ao servidor, e garantiu que não vai traí-lo com reformas como a da previdência, reforma administrativa e não repasse do RGA. Ele lembrou, ainda, que é servidor e “sabe do que está falando”. Disse também que é necessário valorizar o servidor, dar melhores salários, e afirmou que não vai traí-los como fizeram “alguns sindicalistas do foro sindical”. Afirmou, ainda, que trabalhador deve votar em trabalhador, e que Fagundes é patrão, “a relação capital e trabalho é difícil, dura. O trabalhador tem que ficar do lado do trabalhador”. Disse que Wellington é representante dos agricultores, que ganham cada vez mais “enquanto o trabalhador está sem emprego”. 

Fagundes afirmou que fará um governo popular, “por isso nossa chapa tem representação da mulher, uma servidora pública, especialista na área de segurança e com a sensibilidade da mulher, tenho certeza que vai me ajudar a fazer um governo justo, humano, pra todos, pra que essa riqueza sirva a todos e todos tenham oportunidade”. Na tréplica, Frantz afirmou que o servidor “pode ficar tranquilo, sou servidor há 30 anos, enfrentei o governo Jayme, que era 4 meses de salário atrasado, Bezerra mais 4 meses. Ninguém queria ser servidor. Então você que esta hoje tem serviço melhor devido à luta dos sindicatos podem contar comigo que seus direitos serão preservados”.

13h22 - Moisés Franz perguntou para Mauro Mendes sobre a construção de 15 mil casas que ele prometeu quando prefeito e por que ele não entregou o novo Pronto-Socorro de Cuiabá: “Queria saber qual sua promessa, como candidato ao governo, para estes dois pontos?”.
 
“Na prefeitura de Cuiabá, fizemos duas UPAs e deixamos duas em construção. Como prefeito, reativei o Hospital São Benedito, o governo ajudou, é claro, era obrigação dele. Mas também veio recurso federal. Perdemos um ano para iniciar o projeto do novo Pronto-Socorro, porque apareceram pessoas na Justiça dizendo que o terreno era delas. O atual candidato disse que fez tudo, mas cadê o Hospital Júlio Müller? Está parado com dinheiro na conta”, comentou o ex-prefeito.
 
“Quero dizer ao eleitor que preste atenção ao que os candidatos estão dizendo aqui. São promessas. São várias coisas não cumpridas”, completou o candidato socialista.
 
Por fim, Mauro Mendes argumentou que “infelizmente, algumas coisas acontecem. Nas casas populares, deixamos em andamento mais de quatro mil habitações. Tenho certeza que com trabalho, seriedade, fazemos. Muitas coisas não foram prometidas, mas fiz, como os vários parques, 21 creches novas, reformas nas escolas. Tudo isto, fizemos sem prometer”.

13h18 - Mauro Mendes cita a suspensão de licitação de pontes por suspeita de superfaturamento. A Moises Franz, o democrata ainda lembra a grampolandia, falta de dinheiro da saúde e pergunta qual avaliação do candidato da atual gestão.
 
Moises diz que o dinheiro público está indo pelo ralo e falta na saúde e educação. “Precisamos combater a corrupção, dando transparência no gasto público”, sustenta. Para ele, o atual Portal Transparência não dá informações de maneira clara para o mato-grossense. Quanto às pontes, Moises diz que colocar placa é “muito fácil”, mas que o Governo precisa entregar as obras concluídas.
 
Mendes lembra que saiu da gestão de Cuiabá de cabeça erguida e que nunca teve um escândalo de corrupção. Mendes volta a citar que Taques teve dois primos presos, sete secretários, enfrentou escândalos de corrupção na Seduc e no Detran.
 
Moises diz que quem promete e não cumpre, mente. “Tem candidato prometendo mundos e fundos e não vai fazer”. A população, afirma, quer serviços básicos que funcionem. Promete combater a corrupção e fazer “o básico” funcionar.

13h16 - Pedro Taques perguntou a Wellington Fagundes sobre as estradas. Ele afirmou que já tinha feito essa pergunta no último debate, mas que o candidato não havia respondido. Disse que em seu governo foram feitos 2600km de estrada, e na administração passada, 890 km, que custaram mais caro, e questionou Wellington o porque. 

Wellington disse que o asfalto foi feito graças, também, a seu esforço. Lembrou que a bancada de Mato Grosso pediu dinheiro ao BNDES, e teve que convencer o banco que construir estradas no estado era um programa social. “Convencemos o BNDES a liberar os recursos, e já buscamos outros recursos mesmo ele [Taques] não querendo a participação da bancada federal e não reconhecendo. Hoje, se tem obras sendo continuadas, todas foram com a participação do Wellington Fagundes”. O candidato afirmou que, quando acabar as eleições, vai se unir a todos, inclusive os atuais adversários, para trabalhar em prol do estado. 

Taques disse que, mais uma vez, Fagundes não respondeu. “No passado se roubada no preço, no combustível. A nossa administração economizou, mas de 1 bilhão de reais”, afirmou. Ainda ‘cutucou’ Mauro Mendes, afirmando que ele não o apoia porque o ‘leitinho foi cortado’, e que ele quer administrar Mato Grosso, mas não quer algumas pessoas ao seu lado. 

Na tréplica, Fagundes afirmou que quer governar com respeito e com todos. Lembrou que teve todas as suas contas aprovadas, e que sua candidatura foi a primeira aprovada pelo TRE. “Minha luta continuará como governador. (...) governar é a arte de saber dialogar. Vou buscar diálogo com todos. Com os servidores, com os poderes. Sou político, gosto de fazer política e não descriminarei ninguém”, afirmou.

13h05 - Na parte mais áspera do debate até agora, Pedro Taques perguntou como Mauro Mendes conseguiu renovar os incentivos fiscais, sendo que não tinha os requisitos necessários: "Que empresário é este que pagava o 14º e 15º salarios e depois descobriu-se que não era bem assim?".
 
“O senhor é conhecido por excesso de promessas e mentiras contadas. Fala muitas coisas aqui, mas quem está em casa sabe que não é verdade. Precisamos acabar com políticos que falam coisas que não são a realidade. Tenho incentivo fiscal sim, são centenas de empresa que tem isto no Estado, conseguido de acordo com a lei. Há alguns dias, fazia elogios a mim, porque queria que eu fosse vice dele. Agora, virei adversário, a pior pessoa do mundo, porque decidi romper. Ficaram duas obras em andamento, duas Upas inauguradas e o mesmo tanto em construção na minha gestão”, respondeu Mauro Mendes.
 
Pedro Taques então acrescentou que “além de ofender, Mauro não fala a verdade. As empresas dele não pagaram R$ 100 milhões de impostos. É milionário na pessoa física e sua empresa está em recuperação. Tivmeos o resultado da CPI, já foi encaminhado para as autoridades. Logo, o senhor terá que devolver o dinheiro, porque são incentivos ilegais”.
 
“Você fala isso hoje. Mas na minha administração não teve nenhum secretário preso, na dele teve sete. São escândalos, envolvendo até o primo dele [Paulo Taques], chefe da Casa Civil e braço direito. São vários os escândalos. O que resolve nossos problemas é trabalho. Isso não foi feito. Tem que parar de mentir para a população”, finalizou o ex-prefeito de Cuiabá.

13h00 - Pedro Taques questiona Arthur Nogueira. Cita a melhora nos indicadores educacionais e de MT e a escola em tempo integral. “Qual a sua proposta para a educação?”
 
Nogueira diz que ouviu relato diferente de membros do Sintep. defende mais atividades na escola, acesso à internet banda larga, atualização dos professores e monitoramento das escolas para refletir na segurança pública e tranquilidade aos pais.
 
Taques diz que cumpriu os acordos firmados com o Sintep e manteve aumento real nos salários e fez concurso para mais de 5 mil vagas. Diz que a realidade não é a alegada por Nogueira.
 
“Não sei onde está esse estado que o candidato fala”, provoca Arthur. Ele promete ainda um tratamento diferencial para a Unemat, com a manutenção da autonomia financeira.

12h58 - Arthur Nogueira lembrou da grampolândia e questionou Moisés Frantz sobre como ele vai resgatar a credibilidade da Polícia. Ainda perguntou se o candidato acredita que o cidadão se sente seguro em Mato Grosso.

Moisés afirmou que, apesar de ouvir estatísticas sobre segurança, aumento de viaturas e policiais, o que a população sente é diferente. Falou do candidato ao senado do PSOL que foi assaltado, e citou crimes que, segundo ele, tem aumentado, como crimes virtuais. Disse que a Polícia precisa de mais inteligência, tecnologia para combater a criminalidade, e falou sobre a necessidade de monitoramento das fronteiras. 

Arthur afirmou que o que Moisés disse “não é o suficiente”. Que é necessário “entender e vivenciar a segurança pública”, além de investir em inteligência policial e aumentar o número de agentes, para que eles possam se antecipar ao crime organizado. Citou a necessidade de trazer tecnologia e câmeras de segurança. Na tréplica, Moisés voltou à grampolândia, dizendo que a policia tem que ser usada como meio de proteção à população, não como investigação de candidatos, e sindicalistas. “Isso é uma forma muito baixa de fazer política”, afirmou. O candidato disse que vai fortalecer o combate a este tipo de corrupção.

12h55 - A próxima pergunta é de Arthur Nogueira para Pedro Taques: “Na eleição para prefeito, seu candidato era Mauro Mendes, depois o senhor mudou, já que ele desistiu de última hora e foi para Wilson Santos. Perder a prefeitura de Cuiabá, comprometeu o seu governo. Foi traição ou erro estratégico?”
 
“Isso você tem que perguntar para o Mauro. Eu queria e quero continuar ajudando Cuiabá. A avenida do CPA foi nós que arrumamos. As obras da Copa do Mundo, tem muitas delas paradas, sendo que a maioria é do pai do Fábio Garcia, que está coligado com Mauro. Nós cortamos o leitinho de muitos. Sobre a questão do Mauro, ele que tem de responder, talvez seja por conta do que fizemos com os incentivos fiscais. Não cabe a mim responder”.
 
Arthur explica que o meio político tem esta troca de favores e, nas eleições posteriores, eles acabam virando adversários: “O tempo passa e a cada dois anos é a mesma coisa”.
 
Por fim, Taques afirma que está trabalhando para melhorar a questão da regularização fundiária e que irá trabalhar para aumentar ainda mais os números atuais.

12h54 - Mauro Mendes lembra sua aprovação de cerca de 80% a frente da Prefeitura de Cuiabá e cita a rejeição atual de Taques. Depois, questiona Arthur Nogueira sobre asfalto e habitação.
 
Nogueira defende a fiscalização das obras e o acompanhamento desde a contratação da obra até a entrega. “É necessário que se faça um enxugamento”, defende, sobre os gastos do Executivo. Mendes afirma que fez o maior programa de asfaltamento da história de Cuiabá e quer levar, como governador, essa experiência para os municípios, ajudando os prefeitos a consertarem as vias públicas. Nogueira, em tréplica, diz que o candidato não anda nas ruas de Cuiabá porque o asfalto está sendo rasgado no centro de Cuiabá e a população está sendo prejudicada. Ele cita o asfaltamento que está sendo feito na avenida Getúlio Vargas e Isaac Póvoas e defende obras de saneamento antes do asfaltamento.

12h51 - Mauro Mendes questionou Taques sobre suas políticas para recuperação de dependentes químicos. Taques afirmou que durante seu governo já teve três enfoques: repressão, prevenção e ajuda. Lembrou que, em 2014, o governo apreendeu 4 mil kg de cocaína, em 2016 foram 11 mil quilos de cocaína, “graças ao trabalho das polícias”. Taques também disse que aumentou o incentivo ao Gefron, que hoje é de 151 policiais, e que a droga não conseguiu chegar a Cuiabá. Ele também disse, no trabalho de prevenção, fez e fará campanhas, e também a escola em tempo integral. “A mãe fica mais tranquila com seu filho estudando das 7h30às 16h30”, disse. Por fim, afirmou que vai trabalhar junto às igrejas e casas de apoio e recuperação, tratando os dependentes com respeito, mas o traficante com repressão. 

Na réplica, Mauro afirmou que sete casas de apoio foram fechadas durante o governo Taques, e disse que, caso eleito, vai trabalhar em parceria com as Igrejas, “que com pouco fazem muito”, apoiar casas terapêuticas, investir na prevenção e para que famílias possam acolher seus filhos de volta. Taques, na tréplica, disse que Mendes não disse quais casas foram fechadas, por isso não poderia falar sobre isso, mas que durante a gestão de Mauro na Prefeitura, ele fechou a casa de apoio a mulheres violentadas. “Não fez como prefeito. O Emanuel fez, o Mauro não fez nada! Não tratou as pessoas que moravam na rua. Como disse que ia colocar ar condicionado nos ônibus e não colocou, como disse que ia manter cobradores, e não manteve”, afirmou.

12h45 - Fagundes questiona Arthur Nogueira sobre a questão da regularização fundiária em Mato Grosso.
 
“O senador ficou há tanto tempo em Brasília (DF) e pouco se importou com isto. Tem que acabar com a politicagem nesta questão. Os pequenos produtores precisam utilizar este pedaço de terra para trabalhar e produzir, trazendo alimento para a mesa do mato-grossense, já que 70% vem de outro Estado. Precisamos criar as feiras comunitárias”
 
Fagundes comenta que tem trabalhado para levar o apoio ao pequeno produtor e que o projeto dele é regularizar 80 mil propriedades: “Vamos fazer uma revolução em geração de emprego e cidadania”.
 
“Como policial rodoviária federal, sei como é o sofrimento do aguardo das pessoas ao lado de uma rodovia, esperando a regularização. É preciso ter capacitação, equipamentos necessários, só se olha para o grande produtor. Foram 24 anos o povo esperando, só agora, na eleição, é que o senhor aparece com uma solução milagrosa”, finalizou Arthur Nogueira.

12h42 - Wellington Fagundes pergunta para Pedro Taques. Ele cita que Mauro Mendes prometeu entregar o pronto-socorro e não o fez. Lembra das parceria entre Mendes e Taques e pergunta sobre os motivos que levaram à não entrega da obra
 
Taques diz que a pergunta tem quer feita para Mauro Mendes e que Fagundes precisa de coragem para fazê-lo. Cita repasses do Estado para ajudar a saúde de Cuiabá. O governador ainda agradeceu a articulação da bancada que direcionou dinheiro para equipar o Pronto-Socorro. O tucano também lembra as greves na saúde enfrentadas pela gestão Mauro Mendes.
 
Na réplica, Wellington Fagundes lembra que Mendes e Taques dividiram palanques e critica as obras paradas. Diante de manifestações de Taques durante sua fala, Fagundes pede calma ao adversário e diz que vai chegar o momento dele falar.
 
Taques, na tréplica, diz que Wellington apoiou todos os governos anteriores, inclusive o de Silval Barbosa e lembra que Silval coordenou a campanha de Mauro Mendes em 2012.

12h40 - Moisés questionou Arthur Nogueira sobre suas propostas para geração de empregos. Arthur afirmou que o grande problema está no fato de o Estado gastar mais do que arrecada. Então, sua proposta seria fazer uma reforma tributária para enxugar a alta taxa tributária que o cidadão tem que pagar. Além disso, afirmou ser necessário trazer educação técnica e superior, “para que o jovens de 15 a 19 anos possam ingressar com qualidade, mantendo as demandas da indústria e do comércio, e não só ficar estudando pra concurso”. Por fim, falou sobre a necessidade de segurança jurídica e pública, e infraestrutura, para que o estado deixe de afastar investidores. 

Na réplica, Moisés afirmou que, caso seja eleito, fará uma revisão na Lei de Incentivo Fiscal e também na Lei Kandir, além de incentivar o turismo, o pequeno agricultor e o pequeno empreendedor. Arthur, em sua tréplica, disse que “Cada setor será tratado de maneira peculiar. O do agro terá seu tratamento, a indústria, o comércio, o pequeno produtor, o microempresário, terão tratamentos diferentes de acordo com sua área comercial”. Ele também afirmou que não se pode beneficiar apenas os grandes, é preciso dar oportunidade a todos, principalmente às famílias geridas por mulheres.

12h36 - O candidato do Psol, Moisés Franz, cita estudos do IBGE e questiona sobre os projetos de Fagundes para melhorar o saneamento básico do Estado.
 
“Trabalhei muito, inclusive no governo de Dante de Oliveira, para a construção da Usina de Manso. Com isto, não tivemos mais enchentes e possuímos um reservatório para mais de 500 anos”, comentou Fagundes. Além disto, o senador afirmou que dará atenção especial ao Pantanal e promete parcerias nacionais e internacionais para melhoria do saneamento básico.
 
Moisés afirma que esta questão também é de saúde: “O esgoto a céu aberto traz diversa endemias para a cidade. Isso é questão de saúde. Vamos trabalhar pra melhorar esta questão”.
 
“Em Juína, sou conhecido como o homem da água. Tenho a experiência para fazer. Ajudei em várias cidades, vou buscar parcerias para melhorar a qualidade de vida da população. Água tratada e esgoto diminuem os problemas na área de saúde. Por isso, concordo que este é um ponto que precisamos focar”, finaliza Fagundes.

12h30 – O mediador pergunta que tratamento ele dará à sociedade civil e movimento sociais e direitos humanos caso seja eleito governador.
 
“Esse apagão pareceu o da Arena Pantanal”, provoca Nogueira, ao citar a pausa do debate. “Eu tratei os movimentos sociais como todo cidadão”, diz o PRF. Ele garante que como superintendente da Polícia Rodoviária federal atuou junto com indígenas, movimentos sociais e caminhoneiros. “Essas pessoas precisam ser ouvidas e recebidas pelo governador”, defende. De acordo com ele, as minorias não podem ser deixadas de lado. “Fui o único candidato a governador presente na parada [LGBT]”, lembrou.
 
O mediador retoma a fala e questiona como seria a atuação de Nogueira, caso eleito, se algum agente do estado agir com truculência.
 
“Os agentes de segurança serão atualizados para atuar em momentos de crise”, garante. Nogueira afiram, que diferente dos adversários, entende de segurança pública e promete punição para o policial militar ou agente público que transgredir suas funções.
 
12h26 – O debate é retomado e agora Arthur Nogueira será questionado pelo mediador do debate.
 
12h25 – Termina o horário eleitoral.

12h14 - [Bastidores] – “A minha campanha é de diálogo, respeito ao eleitor e cidadão. Nossa campanha será de diálogo e respeitando os adversários. Quem quer ganhar com esta obsessão, com raiva, tem que saber que isto não é o que o eleitor quer”, comentou Wellington Fagundes sobre os diversos ataques durante a primeira parte do debate.

12h10 - [Bastidores] - “Lamentavelmente, os candidatos que estão atrás das pesquisas, tomam atitude um pouco mais agressiva. Vejo isso com certa normalidade, mas lamento, porque nossos eleitores querem falar de problemas e soluções. O que se deseja é alternativas. Lamento o governador Pedro Taques falar de Silval Barbosa, porque a Justiça já proibiu ele judicialmente, por ser mentira. Ele mostra, mais uma vez, desrespeito a Justiça. A associação não existe, ele está fora da campanha, desfiliou do partido. Ter o Bezerra comigo não trás nenhum constrangimento, ele tem sua carreira e seus defeitos, como todos temos. O duro é que tem candidato com sete secretários presos, com várias denúncias de corrupção. Vou repetir o que falei para Wilson Santos, Silval Barbosa e Ludio Cabral [adversários em campanhas passadas], todos Estados tem programa de incentivo fiscal. É preciso disso, porque aqui a logística fica mais cara, produtos, entre vários outros. Isso é que torna viável a presença das empresas por aqui”, disse o candidato Mauro mendes durante o intervalo do debate.

12h05 - [Bastidores] - “Quando você toca na ferida, as pessoas gritam. A verdade não pode agredir quem quer que seja. Ela tem que ser dita. O eleitor tem que saber que Silval, Bezerra e vários outros apoiam o Mauro Mendes”, disse Pedro Taques ao ser questionado sobre a postura ‘agressiva’ com os adversários.

11h57 - Como Arthur Nogueira não foi perguntado por ninguém, ele terá a oportunidade de ser questionado pelo apresentador. O debate, no entanto, precisou ser interrompido para a exibição do horário eleitoral gratuito.  

11h55 - Mauro Mendes começou falando para Wellington Fagundes que ele “fala sobre o que não conhece” e que a sua gestão foi “aprovada por 80% dos cuiabanos”. Depois, perguntou a Moisés Frantz sobre suas propostas para combater a violência contra as mulheres, e lembrou que três mulheres foram assassinadas na semana passada por seus maridos. 

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