CANDIDATOS
04.09.2018

Combater a corrupção e estreitar o relacionamento com os órgãos de controle foi um dos temas abordados durante debate dos candidatos ao Governo do Estado na noite desta segunda-feira (03). Além disso, a ausência do candidato Mauro Mendes (DEM) no encontro foi lembrada por vários momentos pelo governador Pedro Taques (PSDB), candidato a reeleição. 

Além de Taques, estiveram presentes no encontro realizado pela TV Cuiabá (Rede Brasil) e mediado pelo jornalista Maksuês Leite, os candidatos Wellington Fagundes (PR) e Athur Nogueira (Rede). Vale ressaltar que o candidato do PSOL, Moises Fraz, também não compareceu ao debate.

Durante as apresentações os candidatos exibiram suas histórias e desejos para o estado a partir de 2019. Porém, o governador Pedro Taques (PSDB), lamentou a falta do adversário Mendes e afirmou que o democrata não quer debater o Estado, por isso não valorizou o encontro entre candidatos. “Não faz questão de estar presente porque não quer discutir Mato Grosso”, disparou o tucano. 

No segundo bloco do debate, foram abertas as perguntas aos jornalistas. Ao ser abordado sobre corrupção dentro do Governo, o candidato Arthur Nogueira destacou a participação dos órgãos de controle dentro do executivo. Para ele, é necessária que essa participação seja valorizada pelo gestor. 

Além disso, o candidato explana que o sistema público do Estado virou balcão de negócios. “Destruirei o balcão de negócios que existe em Mato Grosso, e o Brasil não é diferente. Precisamos ter seriedade na administração pública, não pode haver interferência política dentro de alguns setores, os cargos os apadrinhamentos, tudo isso gera o câncer e gera a corrupção, a impunidade está alastrada em todo nosso país. Fortalecer o controle interno, das instituições, valorizar o trabalho do Ministério Público Federal Estadual através do Gaeco, isso deve ser prioridade”, analisa.

Nogueira ainda atacou os dois adversários presentes, que já ocuparam cargos eletivos e poucos resultados entregaram para a população. “Eu não quero essa experiência, de estar ligado a casos de corrupção”, assinalou.

O republicano Wellington Fagundes ressaltou que deve existir uma parceria com os órgãos de controle para que cada setor responsabilize pelo o que é de sua competência. Porém, disse que fará seu papel como governante e descartou focar sua gestão no “caça as bruxas”.

“Quero fazer um Governo de parceira com a sociedade e órgãos de controle são fundamentais, nós somos muitos órgãos de controle no Brasil, quero apoiar esses órgãos para que cumpra o seu papel. Mas não vou ficar só olhando para trás, vou fazer a gestão do executivo, que é levar a melhoria para a população. Estarei próximo do povo”.

Wellington ainda enfatizou a proposta de parcerias com os municípios. Ele ainda afirmou que irá retomar as mais de 400 obras paralisadas no Estado. “Entendo que uma obra parada dá mais prejuízo para o Estado. Então, não vou começar nenhuma obra onde na mesma localidade esteja uma obra inacabada”, ressaltou.

Já Taques, destacou que sua gestão aprimorou o controle dos recursos públicos e, efetivamente, combateu a corrupção. Segundo ele, todas as denúncias que surgiram durante o período em que está a frente do Palácio Paiaguás foram apuradas. 

“Corrupção existe em todos os lugares, a diferença é como você aborda a corrupção. Eu tomei todas as providências. Na Secretaria de Educação eu tomei todas as providências. O Detran, nosso Governo tomou as providencias devidas, e no caso dos grampos, eu governador do Estado de Mato Grosso que fiz a representação na justiça para que eu fosse investigado. Agora, um cabo disse que acha que eu tenho alguma coisa haver com isso, eu não posso ser responsabilizado pelo acha”, lembrou o tucano. 

Sobre corrupção, Taques ainda voltou a alfinetar Mauro Mendes. Ele apontou o ex-governador Silval Barbosa como sócio e um dos apoiadores do democrata. Ele ainda apontou que os últimos gestores do Estado, com sérios problemas de corrupção, estão no grupo do adversário.

“A respeito de Coligação, os últimos seis governadores do Estado de Mato Grosso que estão vivos, não estão do meu lado, estão do lado de lá. Aliás, o ex-governador Silval Barbosa está do de lá, um dos principais apoiadores do candidato Mauro Mendes não é meu apoiador”.

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