BOTELHO: PARA SUPERAR ROMBO, MENDES TERá QUE TOMAR MEDIDAS DURAS
06.12.2018

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Eduardo Botelho (DEM), afirmou que o governador eleito Mauro Mendes (DEM) vai ter que tomar “medidas duras” para superar o rombo de R$ 1,5 bilhão previsto para o orçamento de 2019.

 

O cenário das finanças do Estado foi apresentado por Mendes durante reunião com 16 deputados estaduais nessa quarta-feira (5).

 

Segundo Botelho, os parlamentares se colocaram à disposição do governador eleito para ajudar a reequilibrar as contas. 

 

“O governador veio mostrar aqui a situação que teremos no ano que vem. Vamos entrar 2019 com déficit de R$ 1,5 bilhão no orçamento. Isso sem falar em restos a pagar, só das contas obrigatórias, repasses aos Poderes, salário... Enfim, todas essas dificuldades que o Estado vai ter financeiramente para o próximo ano”, afirmou.

 

“As alternativas para diminuir esse rombo, evidentemente, terão que ser construídas ao longo do Governo. Ele [Mauro Mendes] vai ter que tomar medidas duras, cortar gastos, aumentar a arrecadação. E vai precisar da Assembleia, obviamente, para fazer algumas alterações, como a reestruturação de cargos e algumas outras mudanças que ele deve implementar”, completou. 

As alternativas para diminuir esse rombo, evidentemente, terão que ser construídas ao longo do Governo. Ele [Mauro Mendes] vai ter que tomar medidas duras, cortar gastos, aumentar arrecadação

 

Conforme Botelho, os deputados aceitaram o pedido de Mendes para  trabalhar em janeiro – mês geralmente destinado ao recesso – para votar a Lei Orçamentária Anual [LOA] e outras medidas que devem ser enviadas ao Legislativo no final do ano.

 

“Provavelmente o orçamento não será votado esse ano porque nós só temos duas semanas. O governo não mandou para a cá a nova LOA, então, não vai votar esse ano. Mas houve a colocação de que nós estamos dispostos a vir em janeiro para trabalhar para aprovar as leis que forem necessárias”, disse.

 

O presidente da Assembleia afirmou que os parlamentares também acataram solicitação de Mendes para que os números da LOA retratem a realidade do Estado e não sejam "maquiados", como aconteceu nos anos anteriores. 

 

“Sempre o orçamento foi feito assim, meio ‘maquiado‘, para empatar. Se você olhar o orçamento do ano passado, não previa déficit. Ele foi aprovado do ano de 2017 para 2018. Agora, chega no final e vai ter um déficit de restos a pagar de mais de R$ 1 bilhão. Então ele [Mauro] quer que seja real. É o que tem e, se o orçamento não cobre os custos principais do Estado, das despesas obrigatórias, então que conste ali”, explicou.

 

Na reunião, Mendes disse que seu objetivo é cortar o total do valor de R$ 1,5 bilhão em despesas ou aumentar metade disso em receita.

 

Entre as medidas de cortes estudadas estão um plano de demissão voluntária e a extinção - com demissão - de empresas públicas de direito privado.

 

Já para o aumento, Mendes cogita a taxação do agronegócio.

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