“NãO PODEMOS USAR TAXAçãO DE BANDEIRA; DE PALANQUE POLíTICO”
17.12.2018

O deputado federal eleito Leonardo Albuquerque (SD) defendeu que haja discussão para uma melhor compensação das perdas econômicas sofridas em Mato Grosso por conta da Lei Kandir – que isenta de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) os produtos primários de exportação.

 

O parlamentar, que é líder do Governo na Assembleia Legislativa, ressaltou, porém, que o assunto não pode virar palanque político.

 

“A Lei Kandir não é só de Mato Grosso, afeta todos os estados que exportam soja. Vejo que teve sua função, há duas décadas, mas está na hora de uma revisão, de um novo diálogo. O que a gente quer é que os setores sejam tratados com respeito. Todos contribuem com este País”, disse.

 

“Os setores têm que ser tratados com respeito, ouvir a realidade, mas eles têm que entender que precisa haver uma contribuição de todos neste momento de crise. Não podemos usar esse assunto como bandeira, fazer de palanque político. O que me incomoda muito é querer fazer isso de palanque político”, afirmou.

 

Os setores têm que ser tratados com respeito, ouvir a realidade, mas eles têm que entender que precisa haver uma contribuição de todos

Por conta da medida, a estimativa é de que Mato Grosso deixe de receber R$ 7 bilhões por ano.

 

Nas últimas semanas, aliados do governador eleito Mauro Mendes (DEM) têm defendido a implantação de uma taxação do agronegócio.

 

Leonardo afirmou que não só os setores precisam contribuir, como também os Poderes do Estado. Para ele, parte ainda não entendeu a situação de crise econômica vivida.

 

“A crise existe e todos nós temos que contribuir. Inclusive os Poderes. Eu sou crítico disso. O Poder Judiciário, Executivo e Legislativo devem dar sua parte também. E não querem dar, querem aumentos. Parece que não estão vendo a crise. É fácil jogar com o chapéu alheio, jogar para a galera”, disse.

 

“E isso não só em Mato Grosso, mas em todo o Brasil. Temos que parar com isso. Política é coisa séria. A gente tem que começar a ter seriedade nos temas. Parar de querer fazer só teatro das coisas e começar a fazer com seriedade. Então, todos precisam contribuir”, completou.

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