A DELEGACIA ESPECIALIZADA DE REPRESSãO A ROUBOS E FURTOS DE VEíCULOS AUTOMOTORES (DERRFVA), PRENDEU NA TARDE DE SEGUNDA-FEIRA (17), NICKAEL ANTONIO AVELINO DA SILVA, DE 35 ANOS, SUSPEITO DE PARTICIPAçãO NO FURTO DE UMA PISTOLA NO DIA 27 DE SETEMBRO, PRóXIMO AO PRESIDIO ANA MARIA DO COUTO MAY. O ACUSADO Já HAVIA SIDO CONDENADO A MAIS DE 30 ANOS PELOS CRIMES DE LATROCíNIO, ROUBOS E FURTOS E ROMPEU A TORNOZELEIRA ELETRôNICA PARA NãO SER LOCALIZADO PELA POLíCIA. NICKAEL é CONSIDERADO UM CRIMINOSO DE
18.12.2018

preventivas do ex-secretário de saúde de Cuiabá, Huark Douglas Correia da Costa e mais 7 pessoas por esquema de desvio de dinheiro público, o juiz da 7ª Vara Criminal, Marcos Faleiros, diz que a fraude praticada pelo grupo é pior que os crimes realizados pela facção Comando Vermelho.

“Registro que de todos os processos que trabalhei, esses são os fatos concretamente mais graves, talvez, até mais graves que atuação dos membros da facção Comando Vermelho (Operação Red Money), porque envolvem esquema de corrupção, fraude a licitação em prestação de serviços da saúde pública (UTIs e Clínica médica) e lavagem de dinheiro”, diz trecho do despacho.

Na opinião do juiz, a fraude vem gerando “a morte de pessoas que estão na fila de espera para realização de cirurgia de alta complexidade (Cardíaca, Neurológica), mas não conseguem diante da ação do grupo que monopoliza o serviço de saúde e superfaturam contratos, utilizando de suas influências políticas para permanecer em cargos estratégicos para beneficiar as empresas dos membros da organização criminosa (Proclin, Prolabore, Qualycare)”, cita. “Eles estão fazendo de conta que estão ofertando serviço de qualidade, quando na realidade estão esgotando o dinheiro público em detrimento dos interesses particulares, fatos extremamente graves, que talvez, nunca foram tratados com esta intensidade, já que outras esferas do direito (Civil, Administrativo, Financeiro e Tributário) não foram suficientes para frenar a atuação dos investigados que há anos dominando o mercado de forma ilícita”, argumenta.

No documento, com base na investigação e depoimentos de testemunhas, o juiz explica o papel de cada um dos investigados e os motivos da decretação das prisões.

Huark Douglas Correia da Costa - Principal articulador, quiçá, o líder da organização criminosa que atua nas frentes de cargos políticos importantes para proporcionar o direcionamento das licitações e serviços de saúde para as empresas Proclin, Prolabore, Qualycare. É sócio de fato dessas empresas, junto com os sócios acionistas Luciano Correa, Marcus Godoy e Fábio Liberali, havendo fortes indícios de organização criminosa, fraudes a licitações, corrupção e lavagem de dinheiro. Atualmente, é o administrador do principal fornecedor do Hospital Municipal São Benedito, mas após as denúncias realizadas na Câmara Municipal de Cuiabá e as recentes medidas cautelares de busca e apreensão deflagradas pela Defaz, passou a emitir ordens para seus colaboradores (Kedna, Fabio Taques, Flávio Taques, Adriano e Celita) destruírem provas. Logo, sua prisão é necessária para cessar a ação criminosa, gravidade concreta e conveniência da instrução criminal.

Luciano Correa Ribeiro - Um dos principais integrantes da organização criminosa, pois é sócio acionista das referidas empresas, havendo fortes indícios da prática de crime organização criminosa, fraudes a licitações, corrupção e lavagem de dinheiro. Também há indícios de que Luciano Correa é responsável por captação de novos serviços e ajudava na organização da gestão administrativa e financeira do grupo, ou seja, responsável pelas decisões. Ademais, recentemente um colaborador da Justiça, informou à autoridade policial que registrou um B.O, relatando que Luciano Correa Ribeiro está enviando mensagens como forma de intimidação, com intuito de obstrução da Justiça, conforme documentos apresentados pela testemunha (print screen das conversas do aplicativo Whatsapp). Portanto sua prisão é necessária para cessar a ação delituosa do grupo, gravidade concreta e conveniência da instrução criminal, pois em liberdade poderá obstruir as investigações por meio de intimidações das testemunhas.

Fábio Liberalli Weissheimer: Acionista das empresas ligadas ao grupo, sendo responsáveis por captação de novos serviços e ajudavam na organização da gestão administrativa e financeira do grupo, ou seja, tomavam as decisões. Recentemente, segundo declarações de uma funcionária da empresa Proclin, durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão, confessou à Autoridade Policial que após as denúncias realizadas na Câmara Municipal, Liberalli recolheu documentos (papéis picados) e acondicionavam em um saco plástico, não sabendo a destinação. Portanto, sua prisão é necessária, para cessar atuação do grupo, gravidade concreta e conveniência da instrução, porque está destruindo provas.

Celita Natalina Liberalli: Suspeita de integrar a organização criminosa, é mãe de Fabio Liberalli, pessoa de extrema confiança do grupo, pois é a principal responsável por gerir o dinheiro para pagamento de todas as situações relacionadas à organização, inclusive, com relatos de que ela também efetivada o pagamento das propinas em prol das empresas permanecerem com serviços superfaturados nos Hospitais. Segundo uma funcionária da Qualycare, esta investigada também tem o controle de repasse dos lucros para cada um dos sócios das empresas, havendo fortes indícios de participação em crime de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Portanto, sua prisão é necessária, para cessar a atuação do grupo, gravidade concreta e conveniência da instrução, pois como tesoureira da organização criminosa, poderá sumir com dinheiro proveniente de ilícito e destruir provas por ordem de seu filho e Huark Douglas, já que o grupo neste momento há indícios de que o grupo está se articulando para enfraquecer as investigações.

Adriano Luiz Sousa: é um dos principais administradores da empresa Proclin, responsável por contratar a testemunha (delatora) que contribuiu com as investigações e informou que Adriano teria dado a orientação para deletar de seu computador qualquer documento que fizesse referência ou constasse o nome do acionista Huark Douglas, o que indica que seja outro funcionário a serviço dos interesses ilícitos da organização criminosa, liderada por Huark Douglas. Portanto, sua prisão é necessária para cessar a atuação da organização criminosa, gravidade concreta e conveniência da instrução, pois é a executora das ordens para destruição das provas.

Kedna Iracema Fonteneli Servo: Também funcionária de Huark Douglas está envolvida na organização criminosa, ciente das práticas ilícitas do grupo, executora das ordens de destruição de provas. Segundo declarações da testemunha, Kedna lhe pediu que juntasse todos os documentos alusivos à Huark Douglas e entregasse para que ela os repassasse a Adriano. Afirmou que foi dada ordem aos setores da empresa para que buscassem documentos e arquivos que faziam referência a Huark Douglas, que descartassem tais documentos; que alguns documentos foram picotados na máquina de papel, outros arquivos deletados dos computadores e outros documentos retirados da empresa. Portanto, sua prisão é necessária para cessar a atuação da organização criminosa, gravidade concreta e conveniência da instrução pois é a executora das ordens para destruição de provas.

Fábio Alex Taques Figueiredo: Foram mencionados nas declarações da funcionária que delatou o esquema, como sendo responsáveis por gerenciar as ações do grupo, havendo fortes indícios de que estão articulando a destruição de provas. Segundo ela: “afirma que na data de hoje ao ser indagada pela autoridade policial acerca dos arquivos e documentos em nome dos acionistas e reais proprietários do grupo Prox, após contar os fatos para a Autoridade Policial, disse que foi chamada na receptação por Fábio Taques e este de forma irônica disse a Kedna “Estranho fazer busca na sua casa e na minha não” quando então Kedna respondeu “tudo se justifica, esta tudo respondendo, ironicamente, com olhar fixo na depoente”. Tais declarações indicam que os indiciados Fabio Taques, Flavio Taques e Kedna, a serviço da organização criminosa, soltos, poderão intimidar as testemunhas (funcionários) que contribuíram efetivamente com as investigações, já que a testemunha afirmou que Fabio e Kedna a deixaram insegura por ser empregada da empresa e tê-los desagradados contanto os fatos para a Autoridade Policial. Portanto, suas prisões são necessárias para cessar a ação da organização criminosa, gravidade concreta e conveniência da instrução criminal. Ainda, constata-se que Fábio Taques exerce o controle administrativo do grupo, conforme declarações de uma outra testemunha.

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