JANAíNA E MALUF TRAVAM DISPUTA POR 1ª SECRETARIA
05.11.2018

A deputada Janaina Riva (MDB) e o seu colega, Guilherme Maluf, começaram a traçar uma verdadeira “guerra íntima” nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Os parlamentares disputam, com unhas e dentes, a vaga de primeiro secretário - ou primeira secretária - na próxima Mesa Diretora que será eleita ano que vem, na nova legislatura.  

O médico cuiabano Guilherme Maluf, que traz no currículo a experiência de já ter sido presidente em outra ocasião e de estar no seu terceiro mandato, enfrenta uma Janaina Riva determinada, eleita pela segunda vez consecutiva com pouco mais de 51 mil votos ao se tornar a deputada estadual mais votada da história de Mato Grosso. A princípio cogitada para a presidência, Janaina não esconde o desejo de ser primeira secretária.  

A competição entre os dois parlamentares tem jogado Eduardo Botelho (DEM) para a defensiva. O democrata se prepara para ser presidente da Assembleia novamente, já que a sua candidatura à Mesa Diretora é tida como absolutamente certa. Botelho evita se intrometer no confronto para evitar que sua presidência seja ameaçada. A ideia dele é esperar que os dois deputados entrem em um consenso sobre o que deve ser feito e quem vai se candidatar à que vaga na próxima legislatura.  

“Tanto a deputada Janaina Riva quanto o deputado Guilherme Maluf são excelentes nomes para compor a mesa diretora. Como os dois estão pleiteando o mesmo cargo na primeira-secretaria, vou aguardar para que cheguem a um consenso”, afirmou Botelho.   

O democrata tem dito aos colegas que não descarta o desejo de ser presidente novamente e é em cima desta possibilidade que os demais aliados têm trabalhado, sobretudo para “aglutinar” o maior número possível de novatos e reeleitos em nome de uma única plataforma. É o que defende o próprio Maluf, ao negar a disputa com Janaina, mas admitir que tanto ele quanto ela desejam um cargo de vulto na Mesa.   

“Estamos conversando sim, estou conversando com todos, apresentei uma plataforma e tenho defendido ela para os deputados, tudo depende de quem conseguir aglutinar mais, Janaina tem interesse em estar na mesa e eu também, nossa conversa tem sido com todos”, enfatizou o deputado tucano.    

Janaina, por sua vez, tem se articulado pela mesa desde que foi reeleita. Por enquanto, ela tem feito críticas, mas também elogios a Botelho e Maluf. Em certa ocasião, Riva afirmou que a Assembleia perdeu a característica de “independência” do poder.

Possível racha

A iminência de uma desavença entre os deputados estaduais que se preparam para a próxima legislatura tem colocado em alerta parlamentares que precisam costurar o máximo de apoiadores dentro da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). O que vem se desenhando é uma divisão entre deputados novatos e deputados reeleitos que pode colocar em cheque o plano de alguns parlamentares de disputar a mesa diretora.  

O deputado Guilherme Maluf (PSDB) pode ser uma das vítimas dessa divisão, causada principalmente por novatos que falam em “moralizar” a Assembleia. Parte do grupo de novatos tem se articulado para um candidatura própria para confrontar o projeto de Eduardo Botelho (DEM) em continuar na presidência da casa legislativa.  

“Esta divisão entre novatos e reeleitos é péssima para a Assembleia, alguns estão tentando criar este movimento e outros já entenderam que isso não é saudável”, coment Maluf ao citar Lúdio Cabral (PT) como um dos novatos que sinalizou não concordar com o movimento.   

Segundo Maluf, não existe possibilidade de eleger uma chapa pura em nenhum dos lados. Ele avalia que uma chapa sem confluência de ideias pode fazer com que sejam criadas “facções” dentro da Assembleia, dividindo sobremaneira os deputados e fazendo com que muitos projetos de interesse da sociedade não sejam aprovados.   

Do lado dos novatos, o líder regional do Movimento Brasil Livre, Ulysses de Moraes (DC), propõe que os 14 novos deputados se unam para formar uma chapa. Ele diz que tem conversado com os futuros colegas, que não exige a presidência, mas já falou claramente em concorrer contra os “antigos”.   “Deixo claro que não se trata de uma caça às bruxas, mas apenas, com propósito de mapear, rastrear o caminho percorrido pelo dinheiro do povo, que está indo para outros lugares que não os beneficiam, pelo contrário, os oneram ainda mais”.

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