OAB COBRA CELERIDADE EM PROCESSO CONTRA "FIGURõES" DOS GRAMPOS
19.12.2018

A Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso (OAB/MT) vai cobrar mais celeridade da Justiça na análise dos casos envolvendo os grampos clandestinos. A informação é do presidente da OAB/MT, Leonardo Campos, em entrevista ao Jornal MTTV 2ª Edição na noite desta segunda-feira (17).

A pressa se dá devido aos passos lentos envolvendo os réus da justiça comum. Enquanto a Vara Militar de Cuiabá já está prestes a sentenciar os militares envolvidos, a justiça comum ainda está no início dos ritos processuais.

A expectativa é que a partir de 1º de janeiro, quando o governador Pedro Taques (PSDB) perderá o mandato e, consequentemente, o foro privilegiado, seu processo, que hoje tramita no STJ (Superior Tribunal de Justiça), seja encaminhado para a 1ª instância de Mato Grosso.

De acordo com o presidente, porém, não é só o caso do governador que caminha a passos lentos. A ação onde o primo do governador, o ex-secretário chefe da Casa Civil, Paulo Taques, e outros envolvidos também caminha a passos lentos.

“Nós precisamos ter [essa agilidade da Justiça Militar] nos outros processos também, para que a sociedade possa saber quem grampeou, porque grampeou e com qual finalidade desta instalação desta organização criminosa no alto escalão do Governo de Mato Grosso”, afirmou.

De acordo com as investigações, o esquema foi implantando em 2014, quando Taques ainda era senador da República e candidato ao Governo do Estado. Tudo teria sido implantado a mando do ex-secretário-chefe da Casa Civil e primo do governador, Paulo Taques.

O esquema se tornou nacionalmente público no ano passado, em maio, quando o programa Fantástico, da Rede Globo, veiculou uma reportagem especial abordando o assunto. Segundo a denúncia, foram grampeados ilegalmente empresários, advogados, médicos, jornalistas e políticos adversários a Pedro Taques.

Em depoimento à Justiça Militar neste ano, o cabo da Polícia Militar, Gerson Luiz Correa Junior, apontado como operador do esquema, afirmou que recebeu R$ 50 mil das mãos do advogado Paulo Taques para implantar o sistema de escutas clandestinas. Ele revelou ainda que entregou algumas gravações ao ex-chefe da Casa Civil.

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