JUIZ MANDA FáBRICA PAGAR R$ 10 MIL A CLIENTE POR QUEBRAS SEGUIDAS DE CARRO EM MT
21.01.2019

O juiz Emerson Luís Pereira Cajango, da 3ª Vara Cível de Cuiabá, condenou a Volkswagen do Brasil ao pagamento de R$ 10 mil em indenização por danos morais a F.B.S. devido a diversos problemas mecânicos constatados no veículo Voyage 1.0, modelo 2009/2010, adquirido na concessionária em outubro de 2009. A época, o automóvel era zera quilômetro.

Ao entrar com a ação, F.B.S. pediu o montante referente a 40 salários mínimos, além da restituição do valor pago no veículo na época, de R$ 36 mil, corrigidos monetariamente. De acordo com a ação, pouco tempo depois de adquirir o carro, em fevereiro de 2010, quando F.B.S. levou o veículo na primeira revisão, foi constatado um forte ruído no conjunto de câmbio e vazamento de óleo do motor.

Em abril daquele ano, o cliente enfrentou novos problemas com o carro. Ele começou a apresentar problemas relacionados ao motor e ao alternador.

Os problemas foram solucionados pela garantia, que efetuou a troca das peças. Pouco tempo depois, o veículo passou a apresentar novos problemas.

Desta vez, a resistência do ventilador do radiador queimou. A troca do equipamento causou prejuízos na ordem de R$ 480,00 na época, o que representaria cerca de R$ 785,00 hoje, segundo a Calculadora do Cidadão, do Portal do Banco Central do Brasil, em simulação corrigida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).

Ainda naquele ano, em junho, o radiador e o ar condicionado do veículo apresentaram problemas, ocasionando superaquecimento. O problema, segundo o documento, foi informado à concessionária, porém, não resolvido.

Além de tudo isso, em 5 de novembro de 2010, F.B.S. foi à concessionária para informar um novo problema mecânico. Após a devida análise, a Volkswagen constatou a necessidade de trocar o motor, o que só ficou pronto em 17 de novembro.

Poucos dias após trocar o motor, no dia 8 de dezembro daquele mesmo ano, o veículo voltou a apresentar problemas. Desta vez, o motor começou a desligar sozinho, a aceleração começou a oscilar, os contagiros ficaram descontrolados e a água da chuva passou a vazar para dentro do veículo.

Para tomar sua decisão, o magistrado considerou a perícia técnica, que constatou que, após a troca do motor, o veículo passou a funcionar normalmente e que, caso os problemas persistissem, o carro não teria chegado à marca de 78.218 km, marca registrada na ocasião da perícia.

Apesar de solucionados os problemas, Cajango ponderou que todo o desgaste causado devido aos problemas encontrados, ainda mais quando considerado se tratar de um veículo 0km, é fator que justifica a indenização por danos morais.

COMENTÁRIOS

*** **  ***


VÍDEOS

      
BUSCA:
© Copyright 2014 A Notícias - Política de Privacidade