DEPUTADO PEDE QUE EMPRESAS DE MAURO ABRAM MãO DOS INCENTIVOS FISCAIS
22.01.2019

 

 

Com discurso de que o governador Mauro Mendes(DEM) é dono da empresa Bimetal que não contribui na arrecadação do Estado por ser umas das beneficiadas pelos incentivos ficais, o deputado estadual eleito, Elizeu Nascimento (DC), intitula o democrata como "barão". Elizeu ainda receita que Mauro deve tirar a mão do bolso e dar exemplo para demais empresários que pagam impostos de forma reduzida. “Vejo como vilão, proprietários de grandes empresas, de 266 empresas que não contribuem com nenhum centavo com Estado de Mato Grosso através dos incentivos fiscais, inclusive a empresa do governador Mauro Mendes, que é a Bimetal e não contribui com Estado de Mato Grosso. Então ele, o próprio governador, diz que temos que cortar na carne, que temos que colocar a mão no bolso e ajudar a contribuir, ele deveria ser o primeiro exemplo e deveria ser o esteio para puxar a fila de toda essa história”, disparou em entrevista a Rádio Capital, nesta segunda-feira (21), em Cuiabá.

Elizeu, que foi vereador por Cuiabá, explica que dívida do Executivo teria sido quitado se houvesse a contribuição empresarial no pagamento correto dos impostos, mas incentivos contribuiram para crise. “A dívida do Estado gira entorno de R$ 3 bilhões e se essas grandes empresas tivessem contribuindo pondo fim a essas isenções fiscais temos certeza que quitava a dívida do Estado e poderíamos estar em dias. A gente teria uma nova página no Estado de Mato Grosso”, aposta.

O parlamentar eleito ainda acusou o Governo de responsabilizar o funcionalismo público pelos problemas que envolvem a falta de dinheiro em caixa. Ele afirma que Mendes penaliza os servidores com projetos que tiram direitos adquiridos.

Além disso, ele ressalta que projetos encaminhados ao Legislativo pelo Executivo como dos novos critérios para pagamento do Reajuste Geral Anual (RGA), aprovado em primeira votação na última semana, não deveriam ser votados antes da votação da Lei de Orçamento Anual (LOA) e Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2019. “Infelizmente Mauro quer taxar uma parte das dívidas do Estado para o servidor público, mas não quer dar a parte das grandes empresas, ou seja, quer arrancar do trabalhador os seus direitos conquistados há muitos anos, com muita luta, dedicação e ainda de forma arbitrária. Até porque temos um estudo jurídico de que a legislatura deveria ter encerrado e não poderia inclusive ser aprovada em primeira sessão este projeto contra o RGA antes de ser votado a LOA e a LDO”, analisa.

Para Elizeu, é explicito a tentativa do Executivo em patrolar os direitos do servidor público e destaca que os projetos são “maléficos” não podendo serem votados sem cumprir o rito do Legislativo. Assim, ele afirma que as leis devem ser debatidas e reavaliadas para que "barões comecem a fazer sua parte" e contribuam com os cofres públicos. “Pode lançar projeto, mas lança dentro do rito, com parlamento eleito ao lado dele, junto com ele na eleição. Lança a partir do dia 1 fevereiro, vamos discutir, vamos apresentar os novos caminhos. Vamos apresentar os projetos de lei mensagens de texto para que possamos reaver esse incentivo fiscal e que todos os barões, inclusive ele bote a mão no bolso para poder contribuir com estado de Mato Grosso dessa falência total de que se encontra”, afirma

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