PM PAGA BEM MAIS QUE EXéRCITO EM MT
22.01.2019

Levantamento feito pelo governo estadual para analisar os salários dos servidores do Poder Executivo revela que os vencimentos dos militares de Mato Grosso é superior às remunerações pagas pelo Exército brasileiro. A diferença passa de R$ 20 mil em alguns casos. Relatório obtido por A Gazeta mostra que um coronel da Polícia Militar do Estado, por exemplo, recebe o salário de R$ 31.167,60. Para a mesma função no Exército, é pago de R$ 11.451,00.  

A disparidade continua em outras patentes. Um oficial da PM no cargo de 1º tenente ganha mais que um coronel do Exército Brasileiro. Enquanto o 1º tenente recebe R$ 15.272,11, o salário do coronel é R$ 11.250,00.   

A discrepância entre as duas carreiras continua entre todos os oficiais e praças. Um tenente-coronel na PM de Mato Grosso recebe o valor de R$ 27.271,65 e no Exército o mesmo oficial tem um salário de R$ 11.250,00.   

No caso de capitão, a diferença é de quase R$ 10 mil entre o oficial do Estado e do Exército. Em Mato Grosso, capitão ganha R$ 19.090,16 e nas Forças Armadas o valor pago é de R$ 9.135,00.   

Para o presidente da Associações dos Oficiais da Polícia e Bombeiro Militar de Mato Grosso (Assof-MT), tenente-coronel Wanderson Nunes de Siqueira, a comparação é injusta, já que os militares das Forças Armadas possuem outros benefícios. “Um militar do Exército tem vários auxílios, mora em vilas militares pagas pelo governo federal, além de uma carga horária de trabalho bem diferente da nossa”, afirmou.   

Ele lembra que só em 2018, cerca de 50 militares foram assassinados no Estado em serviço, por conta do enfrentamento diário com a violência.   

Na semana passada, o governador Mauro Mendes (DEM) assinou o decreto de “estado de calamidade financeira”, motivado por um quadro de restos a pagar na ordem de R$ 3,9 bilhões, herdado da gestão passada. Entre os credores do governo estão fornecedores de combustíveis, medicamentos, alimentação para reeducandos, serviços hospitalares e de limpeza e locação de veículos.    

De acordo com levantamento divulgado pelo próprio governo, na última semana, nos últimos 14 anos, a receita do Estado cresceu 381%, em contrapartida a despesa com pessoal saltou para 695%.   

O “pente fino”, que vem sendo realizado pela atual gestão visa detectar “supersalários”, apontados como um dos motivos da crise financeira e fiscal elencados pelo Executivo.

COMENTÁRIOS

*** **  ***


VÍDEOS

      
BUSCA:
© Copyright 2014 A Notícias - Política de Privacidade