SERVIDORES PROMETEM RESISTIR E AVISAM QUE VãO DORMIR NA ASSEMBLEIA DE MT
23.01.2019

Os servidores públicos do Estado de Mato Grosso devem decidir, nos próximos minutos, que não obedecerão à determinação judicial de desocupação do plenário da Assembleia Legislativa, de onde tomaram conta no início desta tarde. A expectativa é que a classe vote, por agora, pela permanência no local, incluindo o pernoite.

De acordo com Edna Sampaio, uma das coordenadoras da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso (FESSP-MT), a classe ainda não foi intimada pela Justiça e não há pretensão de rendição perante à determinação judicial. “Nós vamos permanecer. É um movimento pacífico [a ocupação]. Nós entendemos que os projetos encaminhados reduzem o Estado e desfinancia o serviço público. E nós somos contra isso!”, afirmou a sindicalista.

Ainda de acordo com Edna, a permanência segura no local foi garantida pelo presidente da Casa, deputado estadual Eduardo Botelho (DEM), que teria afirmado que não há a remota possibilidade de despejo. Ele ainda teria garantido que os servidores podem permanecer no local pelo tempo que bem entender.

Por fim, a sindicalista comentou sobre as palavras do juiz Paulo Márcio Soares de Carvalho, da 4ª Vara da Fazenda Pública de Cuiabá, que classificou o movimento dos servidores como um ato violento. “Não sei porque o juiz considerou um movimento violento. Esta é a Casa do Povo, nem os deputados se sentiram violentados. Não entendi o posicionamento dele”, afirmou a servidora.

O CASO

Servidores do Estado ocuparam a Assembleia Legislativa no início desta tarde. O objetivo é barrar a votação dos projetos encaminhados pelo governador Mauro Mendes (DEM), cujo objetivo é conter os gastos públicos, taxar setores e reequilibrar as contas.

A Assembleia conseguiu a reintegração de posse há menos de uma hora, por meio do juiz Paulo Márcio, que classificou a ocupação como um ato violento e sem contribuição efetiva para as reivindicações dos servidores.

No pacote de projetos, o governador encaminhou a proposta que dificulta a concessão da RGA (Revisão Geral Anual) aos servidores do Poder Executivo; fusão dos Fethabs I e II (Fundo Estadual de Transporte e Habitação); reforma administrativa, que prevê a extinção de seis empresas públicas, redução de nove secretarias e corte de 20% dos comissionados.

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