SECRETáRIO: “GESTãO TAQUES CONTRATAVA SEM CONDIçõES DE HONRAR”
16.01.2019

O secretário de Estado de Saúde Gilberto Figueiredo afirmou nesta terça-feira (15) que a gestão Pedro Taques (DEM) foi o "governo do calote" no setor. Isso porque, segundo o secretário, os acordos e pactuações firmados entre a Pasta e os fornecedores não eram cumpridos.

 

 

 

“Infelizmente, nos últimos anos, um conceito estabelecido é do governo do calote. Que contratava e fazia pactuações que não tinha condições nenhuma de honrar”, disse o secretário na terça-feira (15) em entrevista à Centro América FM.

 

 

 

Figueiredo afirma que não há lastro financeiro para repassar os R$ 82 milhões ao Novo Hospital e Pronto Socorro de Cuiabá, como acordado na gestão Taques. Além desse montante, ele ainda aponta que o Estado tem R$ 430 milhões de restos a pagar também referentes à gestão passada.

 

 

 

“E mesmo o Estado devendo os municípios, não estando cumprindo com esses pactos, ao final do ano [o Governo] começou a aumentar as pactuações. A exemplo dessa que aprovou, entre aspas, porque não passou pelas instâncias devidas, R$ 82 milhões para Cuiabá, quando já estava devendo mais de R$ 40 milhões”, apontou.

 

 

 

Devido à falta de lastro, segundo o secretário, não haverá novos acordos firmados entre prefeituras e Estado. “Pactuar algo novo, nesse momento, é impossível. Não tem como fazermos promessa com o que não podemos cumprir. Isso é algo que aconteceu muito no governo passado. E não é DNA da nossa gestão. A determinação do governador Mauro Mendes é: se prometer, cumprir”.

 

 

 

No entanto, Figueiredo afirma que deve se reunir com os fornecedores dos diversos serviços para a Saúde do Estado para que eles mantenham os serviços a despeito dos atrasos. 

 

 

 

“Eu tenho certeza que as medidas que nós adotamos vão surtir efeito. Nós vamos renegociar cada contrato, vamos licitar tudo. Porque 80% de tudo que se contrata na área da Saúde no Estado não têm licitação. Ou é compra emergencial ou é compra indenizatória”. 

 

 

 

“E isso deixa muito caro, porque o fornecedor acaba cobrando aquilo que quer de um Estado que é mau pagador. Todos colocam um adicional em cima da negociação porque sabe que vai sofrer para receber”, finaliza. 

 

 

 

Caso Samu

 

 

 

Na semana passada, alegando falta de repasses há seis, os médicos do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) informaram, por meio de carta aberta, que pediriam desligamento coletivo.

 

 

 

Para sanar o imbróglio, Figueiredo se reuniu com representantes dos médicos e, segundo sua assessoria, garantiu a eles que a Pasta está trabalhando para encontrar uma solução para regularizar as pendências.

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