PROCURA POR AULAS DE TIRO AUMENTOU APóS DECRETO, DIZ INSTRUTOR
28.01.2019

O decreto que facilita a posse de armas no Brasil, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro no último dia 15, refletiu no aumento da procura por aulas de tiro na Grande Cuiabá. Proprietário de uma estande de tiro de defesa na Capital, Edson Igarashi, de 46 anos, conta que viu a movimentação no seu empreendimento crescer cerca de 90% nos últimos dias.

 

De acordo com ele, muitos leigos estão procurando os estandes atrás de informações.

 

 

“Como as pessoas não tinham noção do real direito que tinham de possuir uma arma, acham que esse decreto foi o responsável por autorizar, quando ele apenas facilitou para que as pessoas renovem a esperança em poderem se defender”, explicou.

 

Até 2003 era possível, sem muita burocracia, comprar uma arma de fogo em lojas de artigos para peça e caça. Com a sanção do Estatuto do Desarmamento, também naquele ano, foram criadas medidas para restringir o acesso a armas no país.

 

“Através do investimento em mídia a favor do armamento, incluindo campanhas com artistas globais, o antigo Governo fez com que todos imaginassem que não tinham direitos de comprar uma arma de fogo”, disse Igarashi.

 

Se a pessoa não se condiciona para ter uma arma dentro de casa, a mesma torna-se muito mais perigosa para ela do que para um bandido

Para o instrutor, a segurança pública do país não tem mais condições de proteger a população ou eles mesmos. Ele atribui essa preocupação ao crescimento da procura no estande de tiro.

 

Importância do treinamento

 

Favorável de que os cidadãos possam adquirir a própria arma de fogo, Edson comanda, ao lado da esposa, que também é instrutora, o estande Defender, localizado na Rua Barão de Melgaço, em Cuiabá, há três anos.

 

Ele faz, porém, um paralelo com as cobranças dos eleitores de Jair Bolsonaro que pediam pelo direito de comprar armas no Brasil.

 

O instrutor de tiro comparou a posse de armas por pessoas despreparadas com alguém que não sabe dirigir e se arrisca a conduzir um veículo em uma emergência.

 

De acordo com o instrutor, a mesma situação de estresse é criada quando um criminoso armado tenta invadir uma casa e a vítima, que tem posse de arma, precisa reagir rápido e impedir uma tragédia.

 

“Alguém esta tentando arrombar a porta de uma casa, está de noite e o invasor está armado. Toda a família da vítima depende do bom desempenho de uma pessoa que está psicologicamente abalada” ressaltou Igarashi, ao falar sobre a importância do treinamento.

 

Para ele, a pessoa que têm intenção de cometer um crime sempre desfrutará do elemento surpresa, já que “não está escrito bandido na testa dela”. Por conta disso, o cidadão que deseja uma arma precisa estar preparado para saber o momento exato de agir.

 

“Se a pessoa não se condiciona para ter uma arma dentro de casa, a mesma torna-se muito mais perigosa para ela do que para um bandido”, explicou.

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