13 de Julho de 2024

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CIDADES Quarta-feira, 02 de Outubro de 2019, 13:54 - A | A

Quarta-feira, 02 de Outubro de 2019, 13h:54 - A | A

EDUCAÇÃO

Professores da UFMT aderem à paralisação nacional

Assessoria

Na quarta e quinta-feira, dias 02 e 03, as aulas da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) serão novamente nas ruas. Atendendo à convocação do ANDES - Sindicato Nacional, os docentes decidiram, em assembleia geral realizada na segunda-feira (30), paralisar as atividades acadêmicas por 48h.

Segundo a Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (ADUFMAT), o objetivo é mostrar à população uma análise da conjuntura política nacional.  “Depois de tantos cortes e ataques políticos às universidades públicas e servidores com base, inclusive, em informações falsas, Bolsonaro e sua equipe pretendem enfiar goela abaixo um pseudo projeto para isentar o Estado de sua obrigação de garantir à população um dos seus direitos fundamentais: educação”, informa o texto divulgado pela associação. 

A entidade ainda faz críticas ao projeto apresentado pelo Ministério da Educação, o ‘Future-se’, afirmando que ele significa o aprofundamento de uma lógica de mercado nas universidades públicas, a fim de sua função social seja diminuída. Quase a metade das universidades já declararam e nenhuma até o momento se mostrou favorável. A UFMT segue sem manifestação oficial.   

“O ministro da Educação esteve recentemente num encontro nacional promovido pela educação privada e iniciou seu discurso dizendo que só o fato dele estar ali já significava muito. Pela primeira vez um ministro da educação se reuniu com gestores do ensino superior privado num evento como aquele. Está claro que ele quer economizar dinheiro com a educação superior pública, utilizando o Future-se, para investir recursos públicos no setor privado”, avaliou o diretor geral da Adufmat-Ssind, Aldi Nestor de Souza.

 

A professora Lélica Lacerda defendeu que a categoria se mantenha organizada e articulada com outros movimentos sindicais e sociai: “Não há margem para conciliação de classe. Ou os trabalhadores se impõem, ou a burguesia vai se impor”, afirmou, destacando que a paralisação nacional de 48h também está sendo construída pelos trabalhadores da educação básica e fundamental de todo o país, numa Greve Nacional da Educação.  

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