24 de Julho de 2024

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POLICIA Quarta-feira, 06 de Novembro de 2019, 13:59 - A | A

Quarta-feira, 06 de Novembro de 2019, 13h:59 - A | A

ASSASSINATO NA PCE

Suspeito de matar líder do Comando Vermelho protocola pedido para sair do isolamento

Hiper Notícia

O presidiário Luciano Mariano da Silva, conhecido como “Marreta”, assinou um termo, na última semana, solicitando voltar ao “convívio” com outros detentos na Penitenciária Central do Estado (PCE). Isso quer dizer que o detento, que é considerado um dos líderes da facção criminosa Comando Vermelho (CVMT), pediu para sair do isolamento e voltar a dividir cela com outros presos. 

Marreta foi colocado em isolamento no dia 27 de outubro, data da morte de Paulo Cesar dos Santos, o “Petróleo”, para preservar a sua integridade física. A solicitação foi escrita pelo próprio detento e ratificada pela advogada de Marreta, que não teve o nome revelado. Em seguida, o pedido foi encaminhado ao diretor da PCE, Agno Sérgio Ramos. O agente deverá analisar o pedido e emitir um parece dentre 30 dias.

Os faccionados foram presos na “Operação Assepsia”, que investigou os dois detentos, o antigo diretor da PCE, Revétrio Francisco da Costa, o então subdiretor Reginaldo Alves dos Santos e mais três policiais militares por tentaram colocar 88 celulares na PCE.

Durante as investigações, alguns dos envolvidos relataram que “Petróleo” repassava informações aos policiais sobre ações criminosas do Comando Vermelho em Mato Grosso. Em troca, o detento receberia um freezer que seria realocado em sua cela. No entanto, o aparelho estava “recheado” de celulares.

Os agentes públicos alegam que não sabiam que o refrigerador escondia os aparelhos telefônicos.Na época, a informação de que "Petróleo" seria “X9” (termo usado para referir a delatores no mundo do crime) teria chegado aos líderes da organização criminosa. No entanto, ele teria negado a informação e o testemunho do faccionado foi “aceito” pela facção.No entanto, em 25 de outrubro um dos réus no processo da Operação Assepsia prestou depoimento e relatou que "Petróleo" teria cooperado na apreensão de, pelo menos, 20 armas que estavam em posse do Comando Vermelho no Estado. 

O pedido será análisado pelo diretor da Penitenciária Central do Estado (PCE), Agno Sério RamosDois dias depois, "Petróleo" apareceu enforcado pendurado por um lençol dentro de uma cela do Raio 5. Ele dividia a carceragem com o próprio Marreta e mais três detentos, suspeitos pelo assassinato.

A identificação de um deles está sendo apurada.Trata-se de Baltazar Luz de Santana (que pode ter outro nome, Baltazar Leandro Pereira Neto), além de Pedro Paulo Ferreira Pinheiro e Sidney Bittencurt, conhecido por “Fuzil”.No entanto, a polícia ainda não afirmou se "Petróleo" morreu a mando dos líderes da facção ou por desentendimento com um dos detentos. A investigação está sendo comandada pela delegada Eliane Moraes, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). 

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