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VARIEDADES Terça-feira, 24 de Setembro de 2019, 13:23 - A | A

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DIA NACIONAL DOS SURDOS

TJMT promove inclusão social e valorização de não ouvintes

Assessoria

Muitas são as barreiras encontradas para a integração de pessoas surdas no mercado de trabalho, mas no Tribunal de Justiça de Mato Grosso a inclusão social é realidade. São 40 surdos contratados, que são acompanhados por quatro intérpretes de Língua Brasileira de Sinais (Libras), que se revezam nos períodos matutino e vespertino. O grupo trabalha na digitalização e validação de processos de 1º e 2º Graus, do Departamento Judiciário Auxiliar (Dejaux) e da Secretaria Auxiliar da Vice-Presidência. O Dia Nacional dos Surtos é celebrado no dia 26 de setembro, e para comemorar a data, o Poder Judiciário vai realizar uma cerimônia, no dia 25, no auditório Gervásio Leite. A comemoração é no sentido da valorização desses profissionais que atuam no Judiciário mato-grossense e dão reforço e auxiliam na prestação de serviços da Justiça à sociedade.

 

 

A oportunidade dada a esses colaboradores se somam à melhoria do fluxo do andamento processual, humanizando a relação de trabalho com os servidores, especialmente por meio dos intérpretes de Libras, que facilitam a comunicação entre ouvintes e não ouvintes. E foi assim que Pablo Henrique da Silva, que trabalha no Dejaux, conversou com a nossa equipe, por meio da intérprete de Libras, Angélica Borges. Espontâneo e sorridente, conta que ficou muito feliz ao saber que havia conseguido a vaga no Tribunal e também contou um pouco sobre a responsabilidade do trabalho que desempenha.

“Sabia que nessa interação aprenderia bastante. Aqui me senti acolhido porque tenho uma intérprete e isso é muito importante para um surdo no convívio com o ouvinte, faz a gente ficar unido. A questão da digitalização não pode ter falha, a gente precisa ter muita atenção, e temos que ter responsabilidade e cuidado no manuseio dos processos, especialmente com os mais antigos, com os equipamentos e muita atenção quando vai relatar sobre os processos”.

Para Camila Brandão, também do Dejaux, trabalhar no Tribunal de Justiça é importante porque mostra que o surdo não é incapaz e que consegue realizar diversas atividades. Mesmo estando empregada, fala sobre a dificuldade de colocação no mercado para surdos justamente porque já enfrentou esse problema. “Sou formada em Química, mas não consegui vaga na área para surdos. Aqui em Cuiabá já trabalhei em uma empresa que faliu, então distribuí currículos em vários lugares, mas não conseguia ser contratada”, disse.

 



 

Há dois meses trabalhando na Secretaria Auxiliar da Vice-Presidência, Elzita Maria da Costa, com o auxílio da intérprete Letícia Kelly Cortes, ressalta a interação dos surdos com os ouvintes e destaca que a vaga que ocupa, mostra a importância da inclusão. “Nós somos inteligentes, somos humanos iguais aos ouvintes. Mas, pelo fato de sermos surdos, ainda encontramos barreiras. Antes era muito mais difícil, mas precisamos evoluir, sempre estudar para estarmos em um patamar igual aos ouvintes”, comenta.

Inclusão no Judiciário - O projeto é realizado em parceria com a Universidade Livre para a Eficiência Humana (Unilehu), responsável pela contratação dos surdos e intérpretes e atende a Portaria 151/2018-PRES do Diário da Justiça Eletrônico (DJE), edição 10194.

Em eventos e palestras realizadas na sede do Palácio da Justiça, os surdos participam e, por meio das intérpretes, têm acesso às mesmas ações desenvolvidas para servidores.

A diretora-geral do TJMT, Claudenice Deijany F. de Costa, afirma que a inclusão social justifica a importância dos atos empregados pela instituição. “O Poder Judiciário se volta à sociedade, não fica somente na percepção de órgão julgador, mas um ente público responsável também pela inclusão, por recepcionar essas pessoas, cuja dificuldade de ser empregada é muito grande. A administração do nosso Tribunal, sob a direção do desembargador-presidente Carlos Alberto, é muito voltada a questões sociais porque essas pessoas estão ajudando na prestação jurisdicional. Obrigada por fazerem parte da nossa equipe”, externa.

Esse é um grande projeto de inclusão social da Justiça estadual, conforme explicou o presidente da Corte, desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha. “Estamos fazendo várias reformulações dentro do Poder Judiciário. Uma que não podemos esquecer nunca é a questão da inclusão. Esses jovens têm colaborado e muito com o Poder Judiciário por meio dos trabalhos que estão prestando e o Judiciário tem contribuído de alguma forma com eles, com a inclusão no mercado de trabalho para que possam participar desse processo”, assinala o presidente do TJ.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), no censo demográfico de 2010, Mato Grosso possui mais de 127 mil pessoas com deficiência auditiva, entre aquelas que possuem alguma dificuldade, grande dificuldade ou que não escutam de modo algum.

 

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FONTE: Assessoria

 

 

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