21 de Julho de 2024

ENVIE SUA DENÚNCIA PARA REDAÇÃO

CIDADES Quinta-feira, 26 de Setembro de 2019, 14:56 - A | A

Quinta-feira, 26 de Setembro de 2019, 14h:56 - A | A

CAIXA 2

Mauro Savi quer julgamento sobre crime de R$ 104 milhões na Justiça Eleitoral

Olhar direto

A defesa do ex-deputado estadual Mauro Savi (DEM) levantou a possibilidade de enviar processo por suposta fraude de valor estimado em R$ 104 milhões à Justiça Eleitoral. O caso em que o ex-parlamentar é réu julga supostos crimes que ocorreram no Sisflora (Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais), da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema). 


A juíza Ana Cristina, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, solicitou manifestação do Ministério Público (MPE) antes de decidir. Audiência que estava marcada para ocorrer no dia dois de outubro foi suspensa.
 
O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou em março de 2019 jurisprudência no sentido da competência da Justiça Eleitoral para processar e julgar crimes comuns que apresentam conexão com crimes eleitorais. 
 
Na ação contra Mauro Savi, inquérito policial conduzido pelos delegados de polícia do Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) informam que os valores teriam sido utilizados para custear campanhas eleitorais no ano de 2014. 
 
Além de Mauro Savi, foram denunciados em 2016, na instância inferior e pelos mesmos crimes, o ex-deputado José Riva, Juliana Aguiar da Silva, Fabricia Ferreira Pajanoti e Silva, Jacymar Capelasso, Wladis Borsato Kuviatz, Paulo Miguel Renó, Eliana Klitzke Lauvers e Audrei Valério Prudêncio de Oliveira. 

 



Eles são acusados de formar uma organização criminosa que atuava na Secretaria Estadual de Meio Ambiente fraudando o Sisflora, ocasião em que madeireiras emitiam e cancelavam guias florestais, visando a multiplicação de créditos indevidos para os Eestados de Goiás e Pará, totalizando 2.022 operações.

O Ministério Público divulgou cálculo em 2016. Considerando que cada metro cúbico de madeira custava em média R$ 700 , o montante aproximado da fraude seria de R$ 104 milhões. 
 
Argumento da defesa
 
A defesa do ex-parlamentar argumentou que os fatos julgados provavelmente possuem conexão com ação da Operação Sodoma (quinta fase) recentemente enviada ao Tribunal Regional Eleitoral.
 
No exame sobre a ação da Sodoma, o também juiz da Sétima Vara, Jorge Tadeu, considerou que o suposto desvio R$ 8,1 milhões foi utilizado para caixa 2. Fazem parte do processo o ex-governador Silval da Cunha Barbosa, o ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso (OAB-MT), Francisco Anis Faiad, Silvio Cezar Corrêa Araújo, José de Jesus Nunes Cordeiro, Cesar Roberto Zilio, Pedro Elias Domingos de Mello, Valdísio Juliano Viriato, Juliano Cezar Volpato, Edésio Corrêa, Alaor Alvelos Zeferino de Paula e Diego Pereira Marconi.

 



Processo da Sodoma julga fraudes em licitação, desvio de dinheiro público e pagamento de propina, realizados pelos representantes da empresa Marmeleiro Auto Posto LTDA e Saga Comércio Serviço Tecnológico e Informática  LTDA, em benefício da organização criminosa comandada pelo ex-governador, Silval da Cunha Barbosa.

Os delitos foram em tese praticados visando pagar dívidas de campanha não declaradas nas eleições municipais de 2012, na qual concorreram para o cargo de prefeito e vice-prefeito Lúdio Cabral e Francisco Faiad. Lúdio não é réu.

Comente esta notícia

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do A Notícia MT (anoticiamt.com.br). É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site A Notícia MT (anoticiamt.com.br) poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

image